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sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Um artista dança por entre suas fantasias
Baila na existência arremessando-se por entre os olhos
Molda máscaras e enredos à essência das escolhas
Descuidado! Atrela-te por entre fragmentos criados
A dúvida do fardo arremessa ao longe o eu
O olhar do “ser”, a cada papel, faz esquecer o pouco de si
Agüente até o fim da peça, pois ainda estás no bastidor!
Ego meu... meu ego quer finalmente ver-te no espelho
Se teus véus permitirem, serás comandante da essência
Sê protagonista do eu e ali sim, o viver se fará verdade
Atuarás no epicentro do existir, não mais em seus papéis
Terás então a riqueza de teus olhos, sedentos de tua vida 


Fernando Wolf


domingo, 12 de julho de 2009

Sopro

Ó ser visceral, miserável humano
Porque pensas?
Não tens certeza de sua sobrevivência
Teu futuro, tu és um sopro
De nada adianta,
Ou achas que seus devaneios irão te salvar
Salvarão a humanidade?
Porque insistes em pensar
Seja um ignorante! Eu te desafio!
Deixe sua inquietude para lá,
Tudo se resume a angustia no final.
Droga!
Não consigo, sou fraco
Minha essência me convoca, me sufoca.
Meu general exige minha continência
Inconsciente sádico
O meu prazer se encontra nas profundezas de meu eu.
Sou um sopro
Persisto sem motivo
Maldita gostosa vontade de mergulhar.

Fernando Wolf