sexta-feira, 2 de maio de 2014
sábado, 26 de abril de 2014
Cinema Paradiso
Alfredo: "Quanto mais pesado é o homem, mais profundas são suas marcas. E havendo amor, o homem sofre por saber que está numa estrada sem saída..."
Toto: "Como é belo o que está dizendo, mas é triste."
Alfredo: "Não fui eu quem disse, foi john Wayne em "O Morro dos Espíritos""
Gargalhadas
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Questão de Tempo (About Time, 2013) - Trailer HD Legendado
Parecia mais um, mas este filme se faz grande nos corações de quem o assiste.
Bom filme
quarta-feira, 19 de março de 2014
Um ser amigo
Caminhava ao meu lado
Eu pequeno
Ele o mundo
Naquele tempo
Era aquilo meu mundo
Um amigo ali do lado
Um amigo de um ser pequeno
Hoje, morando no mundo grande
Que sorte (!) eu penso
Ter tido um amigo grande
Pequeno que eu era
Era ele herói gigante
Do meu mundo tão pequeno
Fernando Wolf
Ao meu pai
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Quanto ao último poema, eu o deixaria ali por sobre a mesa, naquele
bilhete. Como se a vida se extinguisse no segundo imediato da última letra
desenhada no último verso. Aquele pequeno papel, balançaria ao vento a
lembrança de que aqui passei e tive o finito tempo de deixar um recado sem
sentido algum, mas ainda assim imortal, de minha existência fugaz. Pois aqui me
vou, pois aqui passei, sopraria o vento.
Fernando Wolf
Fernando Wolf
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
António Zambujo - "Quando tu passas por mim" do disco "Outro Sentido" (2...
De Vinícius de Morais... poeta de amores saudosos...
Na voz de Antônio, um tal de Zambujo... da voz de toda melancolia de seus fados..
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Leandro Karnal - O mal primordial: o orgulho nosso de cada dia - cpfl cu...
Uma das explanações sobre "Eu" constituído/criado sobre seus pecados e virtudes. Mais especificamente um discurso, envaidecidamente diria brilhante, sobre a vaidade do humano e suas instituições. O vídeo possui 2 horas, é longo... sugiro dividir: primeiro escute a palestra, então dê um intervalo e após continue com as perguntas e respostas que também são ricas.
Fernando
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
TERRA - CAETANO VELOSO.
TERRA
Caetano Veloso
Quando eu me encontrava preso
Na cela de uma cadeia
Foi que vi pela primeira vez
As tais fotografias
Em que apareces inteira
Porém lá não estavas nua
E sim coberta de nuvens...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Ninguém supõe a morena
Dentro da estrela azulada
Na vertigem do cinema
Mando um abraço prá ti
Pequenina como se eu fosse
O saudoso poeta
E fosses a Paraíba...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu estou apaixonado
Por uma menina terra
Signo de elemento terra
Do mar se diz terra à vista
Terra para o pé firmeza
Terra para a mão carícia
Outros astros lhe são guia...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Eu sou um leão de fogo
Sem ti me consumiria
A mim mesmo eternamente
E de nada valeria
Acontecer de eu ser gente
E gente é outra alegria
Diferente das estrelas...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?...
Na sacada dos sobrados
Da velha são Salvador
Há lembranças de donzelas
Do tempo do Imperador
Tudo, tudo na Bahia
Faz a gente querer bem
A Bahia tem um jeito...
Terra! Terra!
Por mais distante
O errante navegante
Quem jamais te esqueceria?
Terra!
domingo, 22 de dezembro de 2013
De todas as rosas
Envio a minha escolha
Iluminada pela angústia
De incontáveis estrelas sobre o jardim
Foste tu, foram teus olhos
Que reluziram sobre o destino
E este já não mais inocente
Agora ostenta o desejo
Sobre aquela que é doce de traços
Na esperança que do belo infinito
Esta repouse naquele jardim
No perfume de minhas flores
Fernando Wolf
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Celeste e Jesse para sempre - filme
Para um filme que você compra para não pensar em nada, surge uma pequena surpresa. Não é nenhuma superprodução, mas este filme retém conceitos de relacionamento amoroso, de amor e de partidas colocados de forma inteligente. O humor está ali, mas não é tão forçoso quanto a maioria das comedias americanas. Bom!
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Vi a ti bem
Bem-te-vi eu estou aqui
Não sei bem o porquê
Talvez bem te vi
E parei perto dali
Quando sorri por ouvir
O seu canto estridente
Bem te vi, eu bem vi
Já com saudades suas
Enquanto voas longe voas
Com amigos colibris
Lembrarei de quando vi
Um amarelo e muitos galhos
Assovios e um partir
Bem te vi, bem te vi...
Vou ficando por aqui
Fernando Wolf
Ao meu avô, apreciador dos pássaros de seu jardim.
domingo, 17 de novembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Children's Hospital at Dartmouth-Hitchcock performs Katy Perry's Roar
I got the eye of the tiger, a fighter, dancing through the fire
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Quais a minhas poesias senão de outros
Falsas interjeições fugidas
Em idéias lá, sei lá construídas
São agora tão aderidas
mas que de eu nada são
Senão a ilusão de algo também teu
Que vive neste mundo
Algo que bem não sei se quero,
em algo que bem, me desespero
Seja lá o que for
Eu ainda espero
O dia de por bravura
O dia que por doce incidente
O mundo passe em corrente
E leve o que está em eu
Para outro lugar
Bem para longe de onde vive
O agora eu, conhecido teu
Fernando Wolf
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Querido pai jardineiro
Aprendi, por entre as pedras do caminho
A amar a um outro homem
Suas rugas, suas mãos cerradas, seus braços cansados
Rancores guardados, eu tive que sofrer...
Para aprender que aquele que eu amava
Era sempre o mesmo,
mas o tempo em suas costas
O tempo em minhas respostas
Fez o homem, meu querido homem
Mostrar todas as faces e verdades
Suas marcas, suas estacas,
seus ódios e paixões
As miragens antes mesmo de mim mesmo
Tomavam conta de seus segredos
Mas agora... os seus olhos os meus olhos
Não são mais aqueles de outros tempos
São os olhos que guardam na retinas as estórias
De cenas de um amor singelo,
Dois companheiros e seus flagelos
Guardavam em si o amor mais fraterno
Que um pai e um filho poderiam ter
Agora veja, daqui para frente eu não sei
Se teremos mais daquilo, desta vez
Ou seremos outros, se teremos pouco
Um do outro, pouco a pouco indo assim
Para outros dias, outras horas, diferentes lares
Vendo a vida passar por entre mares
Meu homem, meu querido homem
Saiba que agora, já não mais sei
Mas tenha certeza, ainda temos a delicadeza
Das flores plantadas em nossos jardins
De muitas já feitas, em belezas maduras
E de outras ainda potentes, seus porvires em botões
Todas guardam em sua força os nossos regares
Nosso amar vai com o tempo ganhando sua grandeza
Seja aqui ou naqueles outros jardins já plantados
Nestas terras o amor esta guardado
Pois sempre que quiser deixe um recado, ali regado
Que vou ai, meu querido homem,
De peito aberto, lhe rever
Fernando Wolf
sábado, 12 de outubro de 2013
Amor de fotografia
Quando venho por um acaso,
em um mero acaso sorver
Aquela doce nostalgia,
de você em frente a mesa da cozinha
Cantando a vida e as feridas de outros amores,
de outros sabores
Sinto ali uma imensa ternura,
uma desabrochura do coração
Era o seu, de todos discursos,
o mais dos caridosos e amorosos
De fala e de corpo sinuosos,
nada me restava senão o seu gozo
E ali,
em meio a vida, em meio aos danos
nos perdemos... nos mordemos
Dissimulamos!
Perdidos em outros panos,
Já era hora,
era assim escrito
o último de nossos capítulos
Foi hoje aqui calado, no silêncio...
só quebrado pelos carros, pela rua
Que o vento soprou lembranças suas,
a catarse de nossa cama,
de nossos dramas
Recriadas e gozadas verdades,
jogadas ao alto sem pudor algum
Como gostava quando eram ditas,
como gostava de ouví-las
Era assim que se forjava nossa quimera,
em tristezas, alegrias e desconstruções...
O amor ali reinventado em nosso teatro,
sem tédio, sem remédio, só assédios
Mas, agora
no após dos tempos
vos digo:
Sorte minha, vida
O amor lembrado
Sorte minha
Ter sido amado
Ontem ia só
Com o amor dobrado
Hoje vou junto
Com ele no bolso guardado
Fernando Wolf
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