terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Celeste e Jesse para sempre - filme



Para um filme que você compra para não pensar em nada, surge uma pequena surpresa. Não é nenhuma superprodução, mas este filme retém conceitos de relacionamento amoroso, de amor e de partidas colocados de forma inteligente. O humor está ali, mas não é tão forçoso quanto a maioria das comedias americanas. Bom!


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Vi a ti bem






Bem-te-vi eu estou aqui
Não sei bem o porquê
Talvez bem te vi
E parei perto dali
Quando sorri por ouvir
O seu canto estridente
Bem te vi, eu bem vi

Já com saudades suas
Enquanto voas longe voas
Com amigos colibris
Lembrarei de quando vi
Um amarelo e muitos galhos
Assovios e um partir
Bem te vi, bem te vi...
Vou ficando por aqui


Fernando Wolf



Ao meu avô, apreciador dos pássaros de seu jardim.

domingo, 17 de novembro de 2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Tus manos - Pablo Neruda


Um dos que mais admiro. Emocionante!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Children's Hospital at Dartmouth-Hitchcock performs Katy Perry's Roar



I got the eye of the tiger, a fighter, dancing through the fire

quarta-feira, 23 de outubro de 2013




Quais a minhas poesias senão de outros
Falsas interjeições fugidas
Em idéias lá, sei lá construídas
São agora tão aderidas
mas que de eu nada são
Senão a ilusão de algo também teu
Que vive neste mundo
Algo que bem não sei se quero,
em algo que bem, me desespero
Seja lá o que for
Eu ainda espero
O dia de por bravura
O dia que por doce incidente
O mundo passe em corrente
E leve o que está em eu
Para outro lugar
Bem para longe de onde vive
O agora eu, conhecido teu



Fernando Wolf

Zaz - Eblouie par la nuit




ZAAZZZZ não Piaf, ZAZZZ

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Querido pai jardineiro



Aprendi, por entre as pedras do caminho
A amar a um outro homem
Suas rugas, suas mãos cerradas, seus braços cansados
Rancores guardados, eu tive que sofrer...
Para aprender que aquele que eu amava
Era sempre o mesmo,
mas o tempo em suas costas
O tempo em minhas respostas
Fez o homem, meu querido homem
Mostrar todas as faces e verdades
Suas marcas, suas estacas,
seus ódios e paixões

As miragens antes mesmo de mim mesmo
Tomavam conta de seus segredos
Mas agora... os seus olhos os meus olhos
Não são mais aqueles de outros tempos
São os olhos que guardam na retinas as estórias
De cenas de um amor singelo,
Dois companheiros e seus flagelos
Guardavam em si o amor mais fraterno
Que um pai e um filho poderiam ter

Agora veja, daqui para frente eu não sei
Se teremos mais daquilo, desta vez
Ou seremos outros, se teremos pouco
Um do outro, pouco a pouco indo assim
Para outros dias, outras horas, diferentes lares
Vendo a vida passar por entre mares
Meu homem, meu querido homem
Saiba que agora, já não mais sei

Mas tenha certeza, ainda temos a delicadeza
Das flores plantadas em nossos jardins
De muitas já feitas, em belezas maduras
E de outras ainda potentes, seus porvires em botões
Todas guardam em sua força os nossos regares
Nosso amar vai com o tempo ganhando sua grandeza
Seja aqui ou naqueles outros jardins já plantados
Nestas terras o amor esta guardado
Pois sempre que quiser deixe um recado, ali regado
Que vou ai, meu querido homem,
De peito aberto, lhe rever






Fernando Wolf







sábado, 12 de outubro de 2013

Sasha Dobson - Burn - EPK

Amor de fotografia



Quando venho por um acaso,
                em um mero acaso sorver

Aquela doce nostalgia,
                de você em frente a mesa da cozinha

Cantando a vida e as feridas de outros amores,
                                               de outros sabores

Sinto ali uma imensa ternura,
                    uma desabrochura do coração

Era o seu, de todos discursos,
                   o mais dos caridosos e amorosos

De fala e de corpo sinuosos,
                        nada me restava senão o seu gozo


E ali,
   em meio a vida, em meio aos danos
                    nos perdemos... nos mordemos

Dissimulamos!
          Perdidos em outros panos,
     
   Já era hora,


                                era assim escrito
                                          o último de nossos capítulos




Foi hoje aqui calado, no silêncio...
                   só quebrado pelos carros, pela rua

Que o vento soprou lembranças suas,
                        a catarse de nossa cama, 
                                         de nossos dramas

Recriadas e gozadas verdades, 
                       jogadas ao alto sem pudor algum

Como gostava quando eram ditas, 
                          como gostava de ouví-las                                                       

Era assim que se forjava nossa quimera, 
                         em tristezas, alegrias e desconstruções...

O amor ali reinventado em nosso teatro,
                            sem tédio, sem remédio, só assédios


Mas, agora
       no após dos tempos
                            vos digo:



Sorte minha, vida

O amor lembrado

Sorte minha

Ter sido amado

Ontem ia só

Com o amor dobrado

Hoje vou junto

Com ele no bolso guardado





Fernando Wolf















terça-feira, 8 de outubro de 2013

A Moral na Sociedade Contemporânea - Prof. Clóvis Barros



Vale o seu discurso e se não sucumbirem ao cansaço, vale também ver as discussões e perguntas da platéia. Show!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Ludovico Einaudi - Primavera





Que a primavera aqueça o que há de mais aquecível de dentro de um peito
Que um novo ciclo se desabroche e uma nova colheita seja farta, seja sorte
Que uma divina luz atravesse as nuvens plúmbeas e carregadas deste inverno
Ilumine as moradas, aqueçam nossas faces e tragam a esperança
De dias bons, de flores nos jardins, de parques e seus querubins



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Meus Olhos






De quem são estes olhos?
Até bem pouco tempo pareciam tão meus
Embebiam-se em tormentas
Secavam ao sol o orvalho dos dias de tristeza
Brilhavam com alegria os domingos de xácara
Um menino com os olhos do coração


Estes olhos não parecem mais meus
Tomo um susto no relance do reflexo
Parecem um vulto, de rugas e cansaço
Talvez um pouco mais seguros de si,
Mas não, a segurança não habita mais ali
Pelo menos não é mais sincera,
Parecem querer esconder algo, um receio
Mas ali também um olhar de aceitação
Aceitam agora a sua densidade, afagam a retidão




Ah mas eles mudam sim, por vezes!
Em relances de sorrisos da alma
A acompanham logo de imediato
Mudam de feições, brindam as doces ilusões
Fazem lembrar que estes olhos são de alguém sim
Num instante esquecem os traços carregados do tempo
Revivem uma criança de olhos redondos
Espantados, mas com a certeza de suas pernas
Deitados na esperança, naquela breve esperança
Ali sim, os olhos meus, no sorriso daquele menino



Fernando Wolf – Um brinde aos 28

terça-feira, 25 de junho de 2013

domingo, 24 de março de 2013

As sessões - filme




Baseado em fatos reais, fez parecer real. Feito com alma, desnuda e pura. Helen Hunt é o exemplo mais belo, uma entrega a seu personagem. Não há nada de excepcional senão a simplicidade de uma história bem contada. Bom divertimento.



FW

terça-feira, 19 de março de 2013

Riacho turvo





Quando o porta-voz dum corpo pede ajuda
As lágrimas que correm pelo rosto
Levam por sobre as pedras a água suja
Removendo as cinzas revoltas da nascente
É possível ver então as pedras lá no fundo
Por onde passou o fim do mundo em temporal
Ao imergir os ouvidos na água pura
Pode-se sentir o barulho de paz do nada
O coração se habitua de novo com seu lugar
A fala fica mansa a enxugar a última herança
Aquela lágrima que ainda andava por lá




Fernando Wolf



Paolo Nutini - These Streets live Paléo Festival 2010 - 04


sexta-feira, 15 de março de 2013