domingo, 17 de novembro de 2013
domingo, 3 de novembro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Children's Hospital at Dartmouth-Hitchcock performs Katy Perry's Roar
I got the eye of the tiger, a fighter, dancing through the fire
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Quais a minhas poesias senão de outros
Falsas interjeições fugidas
Em idéias lá, sei lá construídas
São agora tão aderidas
mas que de eu nada são
Senão a ilusão de algo também teu
Que vive neste mundo
Algo que bem não sei se quero,
em algo que bem, me desespero
Seja lá o que for
Eu ainda espero
O dia de por bravura
O dia que por doce incidente
O mundo passe em corrente
E leve o que está em eu
Para outro lugar
Bem para longe de onde vive
O agora eu, conhecido teu
Fernando Wolf
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Querido pai jardineiro
Aprendi, por entre as pedras do caminho
A amar a um outro homem
Suas rugas, suas mãos cerradas, seus braços cansados
Rancores guardados, eu tive que sofrer...
Para aprender que aquele que eu amava
Era sempre o mesmo,
mas o tempo em suas costas
O tempo em minhas respostas
Fez o homem, meu querido homem
Mostrar todas as faces e verdades
Suas marcas, suas estacas,
seus ódios e paixões
As miragens antes mesmo de mim mesmo
Tomavam conta de seus segredos
Mas agora... os seus olhos os meus olhos
Não são mais aqueles de outros tempos
São os olhos que guardam na retinas as estórias
De cenas de um amor singelo,
Dois companheiros e seus flagelos
Guardavam em si o amor mais fraterno
Que um pai e um filho poderiam ter
Agora veja, daqui para frente eu não sei
Se teremos mais daquilo, desta vez
Ou seremos outros, se teremos pouco
Um do outro, pouco a pouco indo assim
Para outros dias, outras horas, diferentes lares
Vendo a vida passar por entre mares
Meu homem, meu querido homem
Saiba que agora, já não mais sei
Mas tenha certeza, ainda temos a delicadeza
Das flores plantadas em nossos jardins
De muitas já feitas, em belezas maduras
E de outras ainda potentes, seus porvires em botões
Todas guardam em sua força os nossos regares
Nosso amar vai com o tempo ganhando sua grandeza
Seja aqui ou naqueles outros jardins já plantados
Nestas terras o amor esta guardado
Pois sempre que quiser deixe um recado, ali regado
Que vou ai, meu querido homem,
De peito aberto, lhe rever
Fernando Wolf
sábado, 12 de outubro de 2013
Amor de fotografia
Quando venho por um acaso,
em um mero acaso sorver
Aquela doce nostalgia,
de você em frente a mesa da cozinha
Cantando a vida e as feridas de outros amores,
de outros sabores
Sinto ali uma imensa ternura,
uma desabrochura do coração
Era o seu, de todos discursos,
o mais dos caridosos e amorosos
De fala e de corpo sinuosos,
nada me restava senão o seu gozo
E ali,
em meio a vida, em meio aos danos
nos perdemos... nos mordemos
Dissimulamos!
Perdidos em outros panos,
Já era hora,
era assim escrito
o último de nossos capítulos
Foi hoje aqui calado, no silêncio...
só quebrado pelos carros, pela rua
Que o vento soprou lembranças suas,
a catarse de nossa cama,
de nossos dramas
Recriadas e gozadas verdades,
jogadas ao alto sem pudor algum
Como gostava quando eram ditas,
como gostava de ouví-las
Era assim que se forjava nossa quimera,
em tristezas, alegrias e desconstruções...
O amor ali reinventado em nosso teatro,
sem tédio, sem remédio, só assédios
Mas, agora
no após dos tempos
vos digo:
Sorte minha, vida
O amor lembrado
Sorte minha
Ter sido amado
Ontem ia só
Com o amor dobrado
Hoje vou junto
Com ele no bolso guardado
Fernando Wolf
terça-feira, 8 de outubro de 2013
A Moral na Sociedade Contemporânea - Prof. Clóvis Barros
Vale o seu discurso e se não sucumbirem ao cansaço, vale também ver as discussões e perguntas da platéia. Show!
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Ludovico Einaudi - Primavera
Que a primavera aqueça o que há de mais aquecível de dentro de um peito
Que um novo ciclo se desabroche e uma nova colheita seja farta, seja sorte
Que uma divina luz atravesse as nuvens plúmbeas e carregadas deste inverno
Ilumine as moradas, aqueçam nossas faces e tragam a esperança
De dias bons, de flores nos jardins, de parques e seus querubins
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Meus Olhos
De quem são estes olhos?
Até bem pouco tempo pareciam tão meus
Embebiam-se em tormentas
Secavam ao sol o orvalho dos dias de tristeza
Brilhavam com alegria os domingos de xácara
Um menino com os olhos do coração
Estes olhos não parecem mais meus
Tomo um susto no relance do reflexo
Parecem um vulto, de rugas e cansaço
Talvez um pouco mais seguros de si,
Mas não, a segurança não habita mais ali
Pelo menos não é mais sincera,
Parecem querer esconder algo, um receio
Mas ali também um olhar de aceitação
Aceitam agora a sua densidade, afagam a retidão
Ah mas eles mudam sim, por vezes!
Em relances de sorrisos da alma
A acompanham logo de imediato
Mudam de feições, brindam as doces ilusões
Fazem lembrar que estes olhos são de alguém sim
Num instante esquecem os traços carregados do tempo
Revivem uma criança de olhos redondos
Espantados, mas com a certeza de suas pernas
Deitados na esperança, naquela breve esperança
Ali sim, os olhos meus, no sorriso daquele menino
Fernando Wolf – Um brinde aos 28
terça-feira, 25 de junho de 2013
domingo, 24 de março de 2013
As sessões - filme
Baseado em fatos reais, fez parecer real. Feito com alma, desnuda e pura. Helen Hunt é o exemplo mais belo, uma entrega a seu personagem. Não há nada de excepcional senão a simplicidade de uma história bem contada. Bom divertimento.
FW
terça-feira, 19 de março de 2013
Riacho turvo
Quando o porta-voz dum corpo pede ajuda
As lágrimas que correm pelo rosto
Levam por sobre as pedras a água suja
Removendo as cinzas revoltas da nascente
É possível ver então as pedras lá no fundo
Por onde passou o fim do mundo em temporal
Ao imergir os ouvidos na água pura
Pode-se sentir o barulho de paz do nada
O coração se habitua de novo com seu lugar
A fala fica mansa a enxugar a última herança
Aquela lágrima que ainda andava por lá
Fernando Wolf
sexta-feira, 15 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Beijo beijo
Longe longe
Perto perto
O que é certo
Mesmo longe
Perto estar
Tempo tempo
Vento vento
Derruba casa
Nossa morada
No peito refaz
Amo amo
Chamo chamo
Porquanto choro
Sem seu rosto
Minha paz
Volte volte
Logo logo
Vem correndo
Com teu gosto
Teu beijar
Fernando Wolf
sexta-feira, 8 de março de 2013
Dias de tormenta e paz
Em tudo há algo que se constrói e algo que se destrói. A
natureza ganha vida nestes dois estados. Se fosse pétrea, não seria natureza.
Nosso coração guarda os mesmos princípios. Por vezes é necessário destruir algo
antes construído para que a vida que guardamos no peito se mantenha e se reconstrua
das cinzas deixadas.
Tal princípio é válido para todos os aspectos de nossa vida.
No amor, vivemos processos de expansão e retração das virtudes e sombras
carregadas. Isto tanto pode ocorrer com separações onde não há mais energia
capaz de sustentar os laços construídos, quanto dentro de uma mesma relação.
No trabalho, nas conquistas, vivemos períodos de auge e
excitação, que tão breves são, quanto os de frustração. Afinal é a dinâmica da
vida ocorrendo, em perene permuta, oscilando em suaves e drásticas mudanças.
É necessário o conhecimento da naturalidade que existe no
processo da mudança, do construir e destruir que a vida carrega. É necessário
entender que também carregamos a estes dois estados. Mimetizamos a vida, a natureza,
o que está a nossa volta. A partir deste conhecimento, poderemos sim talvez
identificar as estações, e antever a tormentas ou a primaveras plácidas e quentes.
Está aí a nuance da maturidade. Com o tempo, já conseguimos identificar melhor,
quando vamos precisar nos proteger do frio, mas também sabemos quando já é hora
de ir ao campo deitar-se ao sol. Se conseguirmos prever a tudo isso, ou mesmo
identificar nossas atuais estações interiores, é possível minimizar eventuais
sofrimentos.
Em dias de tormenta, coloquemos nossos casacos, fiquemos
mais resguardados em nossos lares, não abusemos de nossos vícios, não
alimentemos ao que destrói. Façamos que o furacão seja dentro de um ínfimo copo
d’água.
Já nos dias de verão, em que os solos são férteis, plantemos
as mais belas flores, cultivemos a bosques com os frutos mais doces. Isso talvez
nos resguarde a energia para os dias mais calamitosos. Escrevamos cartas de
amor, aos que amamos, aos que perdoamos, ao próximo... Cultivemos as virtudes
guardadas, para então poder colocá-las ao sol. Quem sabe todos possam, com a
beleza que guardas, se inspirar, se renovar, como já o fizeste tu.
Fernando Wolf
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