segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Arrepender do arrependido
Como se ainda estivesse lá
No momento anterior ao erro
Minhas falas far-se-iam mudas
Minhas mãos não atenderiam
Meu corpo estaria suspenso
E nada deste mal premeditado
Seria feito ou recriado
É no segundo anterior a fala
Na indolência antes do tapa
Na repugnância da inocência
Que meus instintos insistem
Lá que querem me jogar
Mudar o imutável, o já visto
Os olhos agora não veem, só lembram
A desatenta ignorância do ser
Que agora chora por lágrimas secas
Que não molham mais o destino
Mas doem em meio a gemidos
Do desejo não atendido
Dum ser pobre arrependido
Fernando Wolf
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Voa menino
Voa menino voa
A recantos brandos de teu coração
Se tão longe mora tua paz
menino voa,
Vá para onde foge a razão
Feche os olhos como se fosse beijar a vida
Naquela infância... de tolerância
Onde acariciavas o tempo,
como um amigo de teu íntimo
Um assopro no bolo, um momento bom
Voa menino voa, para bem
longe, longe do chão
Para onde repouses a
alma
Escute-a então, no teu sagrado e chore
Enquanto te pedem para ficar com os olhos abertos
Por algo que não amam...
Por algo que fazem sem nenhum prazer
Voa agora, menino voa
Se desfaça das vestes que carrega
Tens em ti a chave, as benesses, as tuas preces
Tens as lembranças de tudo que corre no peito,
Que ama o sujeito refletido
No lago sereno de sonhos bons
Que mostra a vida, de como é vivida
As coisas sofridas, em meio a guaridas de um nada fugaz
Meu menino voa,
Por oceanos agora podes cruzar
Vendo a calma por sobre nuvens negras
Sob o sol, tens o teu novo lar
Voa para o ventre que te fez salvar
As tarde de manhã segura,
em tua envoltura por sobre o olhar
Sabe menino,
Se um dia voares para longe
Este alguém será ninguém, e não importará mais
Se tens seguido teu próprio caminho,
Sabes que ele é duro, reto e sofrido
Mas agora podes, eu sei que podes
Voar!
Então voa,
Repousas tranquilo por sobre o Jequitibá
E lá quem sabe talvez, um dia
Venha um sabiá lhe assoviar
As tristezas de tempos sofridos
Transformadas em canto do seu próprio pranto
Num nunca mais chorar
Voa menino filho voa
As vestes que cria são ilusões
De antigos achados em quimeras
Quando buscavam soluções
Mas a vida mostrou a eles
Que o jogo não tem razão
Basta ser, basta viver
Como se tudo fosse o pão
Ah menino velho
Por que guardas tantas mágoas no coração?
Se tua mãe falava que devias
Seguir simplesmente a tua razão
Mas se teimas em resolver
O teu destino em se perder
Saibas o preço a pagar
Esta em jogo o próprio viver
Pois então voa enquanto podes
O teu caminho ninguém vai escolher
Tua sina é tua glória
Insana capta a tua história
Em tristes refrãos de solidão
Repetes ciclos de compreensão
Pois voa menino voa
Teu limite é teu véu, todo o teu céu
Tens as máscaras a vestir, tens a vida a suprir
Mas de qualquer maneira
Sabes a besteira de não viver
A sofrer por sobre o mundo
E em um segundo se perder
És os inicio de tudo, és o fim do mundo
És o idílio a se solver
Fernando Wolf
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Sei que me esperas
como se o tropismo fosse nossa matemática
Sei que me chamas
em teus desejos contidos
em teus beijos perdidos
Sei que me guardas
em um retrato feio em tua estante
Tem algo ali de errante
Sei que te levas
a caminhos que não querias estar
Por ali caminhar, pelo mero andar
Sei que me esqueces
A cada vinho um desbotar
Uma lágrima a menos, a secar
Agora levas leve tua vida distante
junto a certeza não obstante
de um novo amor, uma nova dor
Tens a bênção em ti do amar
detens o belo do sofrer
Tens uma vida a zelar
Num irremediável tempo de rescisão
Um contrato frágil
Dum começo vão
Nossas vidas se ataram
e agora se vão
vão com o vento,
com o tempo,
vão...
Fernando Wolf
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
[2012] Leos Carax 'Holy Motors', Entracte 'Let my Baby Ride' Denis Lavan...
O filme mais indescritível que já assisti... com esta cena fantástica (uma das menos bizarras).
E dizem que foi aplaudido por 10 min no festival de Cannes 2012.
Holy Motors, how bizarre...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Camomilas dançam em teus olhos
Assim conduzem teus passos
Rasgam de saudades flagrantes
Os ventos de campos distantes
Lá de longe... dormem com teu canto
Igrejas escutam calmas o teu silêncio
Nas tuas lágrimas, a melancolia
E no teu sorriso, o reencontrar d`alegria
Bem sabe quem te ama
Esse amor que sempre clama
Na certeza dum futuro próximo
A “perteza” de tua doce beleza
Fernando Wolf
Um presente de aniversário atrasado!
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Eddie Vedder - Society
É um mistério para mim
Nós temos uma ambição que concordamos.
E você pensa que você tem que querer mais do que precisa.
Até você ter tudo, você não estará livre.
Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Quando você quer mais do que tem
Você pensa que precisa.
E quando você pensa mais do que você quer
Seus pensamentos começam a sangrar.
Acho que preciso encontrar um lugar maior
Pois quando você tem mais do que imagina,
Você precisa de mais espaço.
Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.
Tem aqueles achando, mais ou menos, que menos é mais
Mas se menos é mais, como você mantém um placar?
Quer dizer que pra cada ponto que faz, seu nível cai
É como começar do topo
Você não pode fazer isso.
Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, tenha piedade de mim
Espero que não fique brava se eu discordar
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim
Eddie Vedder
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Decidi me casar
Propus a minha vida
Decidi casar...
Prometi sinceros votos de bem estar
De bem querer, de bem viver...
Darei a ela tudo de virtuoso
e em seu gozo, a quero plena,
a quero morena dos dias de sol
Quero o seu gosto em minha boca
Quero sua pele em minha roupa
E a todo momento, em seu acalento,
eu vou me findar
Eu hei de cumprir!
De mim tudo que pode ser
De mim tudo que for renascer
A ela será ofertado, será remendado
Sem fim e sem estar em mim,
Qualquer solidão em tristes mãos
Pois agora a tenho
Em versos com o gosto
De seu cálido viver disposto
Que chora... mas sem escravidão
É...
deixo agora a vida conduzir meus pés
Em meio a triste estrada dos que virão
Mas não desanimaremos não!
Contigo hoje eu hei de me casar
E lá, contigo hei de estar
Nas manhas de domingo
Lendo o canto dos canários
Lembrando de nossos calendários
Dos dias que esqueci
De como sozinho um dia
Eu já sofri
Fernando Wolf
Propus a minha vida
Decidi casar...
Prometi sinceros votos de bem estar
De bem querer, de bem viver...
Darei a ela tudo de virtuoso
e em seu gozo, a quero plena,
a quero morena dos dias de sol
Quero o seu gosto em minha boca
Quero sua pele em minha roupa
E a todo momento, em seu acalento,
eu vou me findar
Eu hei de cumprir!
De mim tudo que pode ser
De mim tudo que for renascer
A ela será ofertado, será remendado
Sem fim e sem estar em mim,
Qualquer solidão em tristes mãos
Pois agora a tenho
Em versos com o gosto
De seu cálido viver disposto
Que chora... mas sem escravidão
É...
deixo agora a vida conduzir meus pés
Em meio a triste estrada dos que virão
Mas não desanimaremos não!
Contigo hoje eu hei de me casar
E lá, contigo hei de estar
Nas manhas de domingo
Lendo o canto dos canários
Lembrando de nossos calendários
Dos dias que esqueci
De como sozinho um dia
Eu já sofri
Fernando Wolf
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
A sua chave
Ah eu tive um amor
Destes que os filmes mostram com calor
Mas como de repente, meio incoerente
Te vi partir, sem ao menos me pedir
Você deslizou entre meus dedos
E de mãos fechadas ajoelhei-me ao chão
Desde que você se foi
A saudade sem piedade desafiou os meus brios
Mas veja bem, não sou mulher de ficar de joelhos
Vendo o futuro esmagar meus desejos
Pois tive que dar chance a quem me queria amor
Mesmo que fosse só para abrandar a essa dor
Sim, inevitável aprender a amar a outro homem
Para esconder os retratos seus estampados em meus olhos
Estava feliz enfim, estava com quem eu escolhi a dedo
Deu-me outros lugares, respirei a outros ares
E naquele tempo em que só o queria era esquecer
Os ventos insistiam em soprar o seu perfume
Disseram-me que estava louco,
Bebendo vinho e destruindo caminhos
Meu bem, algo aconteceu,
Tive a certeza, você não servia mais para ser meu
Eu tinha beijos e abraços apertados
Tinha o amor de meu amado
Mas algo ali, de novo insistia
Sem permissão nenhuma em minha porta bateu, e doeu...
Era você, apaixonado, com os olhos encantados
Por outra que não eu
Soube que era alguém que tomava o seu ar
Tinha sua morada no peito que um dia eu tanto quis estar
Tive vontade de fechar de vez todas as portas
Te chamar de calhorda, esquecer que um dia sequer tive dor
Ah meu bem, ainda tinha a esperança, lá, jogada entre
lembranças
Dum novo reencontrar, ali no destino, nas curvas de outros
caminhos
De nada se fez, mais uma vez, senão a morbidez
Dum romance que se apagava de vez
Hoje entendo... ah se não fosse o tempo um grande senhor
Que rege as desavenças e reconstrói o amor
Como é fácil esquecer dos dias de chuva e rancor
Como é delicioso lembrar o que nos fez amor
Se um dia o destino resolver brincar
E nossos olhos reencontrar, saiba que a ti sempre guardei
o amor
Pois ainda tenho comigo a dor, esta coisa aqui do peito
Que se deita nas paredes, a suspirar em melancolia os dias
de calor
Meu bem, ainda sei que guarda a chave da cozinha
E se o tempo lhe fizer lembrar, que te dê coragem de entrar
E sem bater, como quem sempre foi da casa,
Me abrace com cheiro de pão da manhã
Fernando Wolf
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Videos featuring Marinda and Solari (lista de reprodução)
Entrem no link http://marindaandsolari.bandcamp.com/ e escutem a esta playlist fantástica.
Também tem o site da dupla http://www.marindasolari.com/stamps.htm
Muito bom!
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Uma Prova de Amor [Trailer]
Para a gente pensar um pouco mais sobre a dualidade da vida e da morte. Realmente emocionante. Uma história de amor em família.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
O mundo de voltas distantes
Eu tenho agora que voltar a minha escola
Que ensina a força do perto com as palavras do longe
Que acalma a perguntares com a nostalgia do certo
Agora hei de ficar mais forte
Lá na finitude do ser, com os olhos abertos
Hei de chorar com a possibilidade de um novo partir
Hei de ficar por lá e quem sabe melhor serei
Sabendo o que hoje ainda não sei
Talvez descubra que lá o ficar de vez
Enobreça ao homem que em despedir-se
Insiste por ali
Veio o tempo. Vieram juntas as belezas de um novo
momento, seu presente, seu único nascer possível, sua única chance de existir.
Em seus segundos, digeria agora os fragmentos de sua existência...
Eu vivo o silêncio de um ir
Eu sofro o desejo de estar de volta ali
Eu tenho a coragem de permitir
De estar agora longe de um dia partir
Eu quis suportar o escuro sem desistir
Só para provar das camas que eu não dormi
Eu quis dizer à saudade por onde vivi
Sem saber que um dia ela me diria
“Tu sabes agora a dor do não estar aqui”
Bem se sabe agora o poder de sorrisos repetidos
Destes que o peito já conhece, destes que nunca se esquece
Bem se sabe a força de bons abraços, daqueles beijados
Que apertam a distância assim espremida
Com gotas da manhã a correr peito afora
Até formarem imenso rio,
A desembocar na mais profunda das saudades
Ah se não fosse a distância um saber da importância de um
sorriso perto
Seriam os dias bons, elogiados sempre com rosas
Em longas prosas, sem o espírito ousar se entediar
Só por ali perto estar, o jardim, que de todos os tempos,
Mais lhe serviu, mais lhe vestiu, mais lhe trouxe amor
Ah sem dúvida ficaria lá, sem ao menos pestanejar
E assim colheu seus frutos naquela terra de ninguém. Soube
tirar da chuva a respostas a sua inquietude, pelo simples colher de suas
flores. Era feliz, era força motriz e em sua frente unicamente o seu nariz.
Queria agora o mundo afora. Queria saber quando o passo seria seguido de
outro. Se punha de migrante dos mundos, era novamente feliz assim...
Mas é o perto o grande incerto
Do não saber do que ocorre do lado de lá
Lá na lonjura, na cidade que fica a Deus-dará
Sem o lá de lá, não se aprende a felicidade que tem um
voltar
Do milagre que é reconhecer uma rosa entre outras mil
Do encanto das lágrimas em outros olhos
Tão seus, tão meus, que choram...
O simples estar aqui
Fernando Wolf
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Rio selvagem
Desbravava um rio virgem de formas, com corredeiras
desenhadas pelo destino. Era frio e selvagem. As águas corriam por entre pedras
dolorosas, contundentes, sentidas pelos ossos. Já estava ali há bastante tempo,
seguindo seu curso natural. Tinha em seus músculos a certeza de que um dia iria
sucumbir ao cansaço. Persistia, no entanto. Era obstinado com a vida. Tinha a
certeza de que era inevitável seguir em frente, mas que este seguir deixaria
marcas para sempre.
Com suas cicatrizes, já tinha aprendido pela forma
mais dura de sua existência que toda a sua dor, por algum motivo, havia se
transformado em força. Era a única coisa que mantinha seu fôlego. Havia aprendido algo de
destreza. Nadava agora antevendo aos perigos. Evitava confrontos, escolhia os
caminhos menos tortuosos. Era hábil em evitar sua dor.
Em sua juventude seguia as corredeiras com obstinação. Queria
chegar ao seu destino, o quanto antes. Mas agora, com a velhice em suas costas, com o corpo
maculado, sabia que, por mais que nadasse, seu triunfo só se daria se ali,
flutuando calmamente por sobre as águas, seguisse seu rumar. Do contrário, se
mantivesse o mesmo caos em seu corpo obstinado, não restariam forças para
chegar. Então, a partir de um certo momento em sua vida, aprendera também a apreciar os peixes, a
mergulhar em águas mais calmas e observar a vida que ali também se fazia
exuberante.
De tempos em tempos, punha-se a mirar as margens e seus
bosques. Por vezes, dava-se o privilégio de ficar ali por sob o sol, vendo o
seu rio passar. Pensava se um dia aquilo iria acabar, se o rio realmente
viraria mar, se seria diferente, se veria outros tipos de peixe, se iria se
adaptar.
Mas acima de tudo, sentia agora algo diferente: nunca mais
veria o mesmo rio passar, por mais que tentasse voltar. Mirava em lágrimas os cortes em seus braços dos tempos em que lutava contra as águas, na esperança
de um dia poder voltar... em vão...
Conformara-se com o seu destino, seu eterno nadar. Fluía agora
calmamente na corrente de seus sonhos e para trás nunca mais precisou olhar.
Fernando Wolf
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Se em meus castelos havia quem habitasse os mais belos
bailes
Era sem dúvida tu, que em meu peito tinha sua morada
Possuía em palavras de amor o desenho do brasão de meu raro
Que triunfava por sobre qualquer chaga, sobre qualquer dogma
Pelos dias de mansidão d`alma sabia que ainda flutuaria
Pois preserva o respeito por toda nobreza do sentir
Sabes que em mim tens a tua eterna guarida
Teu último soldado, em vigília sem fim, de teu belo
coração...
Fernando Wolf
sábado, 6 de outubro de 2012
Paz da manhã
Quando vêm a fervura em caldeira de vinho
Sê o orvalho dum cacho de uva
Em manhã serena de domingo
Onde os pássaros de cantos harmonizantes
Afugentam para os rios a neblina das parreiras
E lá ao fundo em construções de pedra
Pode-se ouvir um pequeno povoado da terra
Cantando cantigas de louvor
Que arrepiam ao espírito constrangido
E que na paz dum silêncio sorrateiro
Vem a luz por sobre os morros
Em amálgama à esperança de todos
Em amálgama à esperança de todos
Que esperam pacientes um vinho bom
Que por agora descansa calmo
Na potência das uvas molhadas
Sob o sol da primeira manhã
Fernando Wolf
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Trem da vida - filme
Trecho retirado do filme "Train de vie" (Trem da vida) com o diálogo entre um louco (SCHLOMO) e um rabino:
SCHLOMO:
Deus criou o homem a sua imagem
Isso é lindo!
Schlomo á imagem de Deus
Mas quem escreveu isto no Torah?
Foi o homem, não Deus
O homem...
Escreveu sem modéstia, comparando-se a Deus
Talvez Deus tenha criado o homem
O homem...
O homem filho de Deus, criou Deus só para se inventar
RABINO:
pode repetir?
SCHLOMO:
O homem escreveu a bíblia para não ser esquecido, sem se importar com Deus
RABINO:
Já temos problemas demais
SCHLOMO:
Não amamos e não oramos à Deus.
Ou melhor, imploramos para que nos ajude aqui na Terra
Mas não nos importamos com Ele
Só pensamos em nós mesmos
A questão não é saber se Deus existe ou não
Mas sim se nós existimos
terça-feira, 25 de setembro de 2012
A guerra dos botões - La Guerre des Boutons
Um filme para trazer a infância à tona. Traz as inocentes perversões , as rixas, os ciúmes mas principalmente traz com muita sensibilidade a construção de virtudes e valores dentro uma história que remete ao mágico. Veja na foto o detalhe dos joelhos esfolados, só quem já viveu fora dos portões sabe a saudade que isso dá. Um bom divertimento...
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