terça-feira, 9 de agosto de 2011



Deixa morrer, deixa viver!!
A casa é sua, faça dela o que quiser

Meu bem querer saiba que eu existo e insisto
De romances em romances
Eu vou vivendo qual Evaristo
Mas o amor não se cala
Ele faz de mim a sua sala
Ao nos vermos sempre na tevê

Deixa morrer, deixa viver!!
A casa é sua, faça dela o que quiser

Lá eu sei que vou encontrar
O amor no peito meu
A lembrar o zelo teu
E assim o viver enrubesce
Ao saber que minhas preces
Nunca mais se deram fim
Ô meu Deus...

Deixa morrer, deixa viver!!
A casa é sua, faça dela o que quiser

Fernando Wolf
Dá um samba?

Reinvenção da família – Marcelo Carneiro da Cunha » cpfl cultura

Reinvenção da família – Marcelo Carneiro da Cunha » cpfl cultura


"Estamos condenados a liberdade"! Muito bom este discorrer sobre a contemporaneidade! Vale a pena ir até o fim!

Youth Orchestra of Bahia - Tico-Tico no Fubá


A galera jovem da Bahia que apavorou em Berlim!!!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Samuel Barber - Adagio for Strings



Fite o desespero e mire o precipício
Sua fronte transpira e seu peito treme
O vazio assola e lembra o buraco da alma
Mas insisto! Se tiveres alguma coragem
Agora é tua vez de usar teus punhos
Pegue tua dor, abra tua ferida mais uma vez
Encare-a como um homem que sangra
Mas nunca curve tua espinha qual covarde
Seja o que for, olhe nos olhos e deixe-a
Mostrar-se imponente e infinita
Admire o sofrimento com teus olhos
Talvez descobrirá no teu âmago algo
Se enfrentas agora a tua lástima de sangue
Com cicatrizes no dorso, continuarás
Quando a escara arder por sobre a pele
E já cansado o corpo insistir em desfalecer
Ali encontrarás teu alento, por Deus...
Tuas lágrimas são teu forte maculado
Mire o vazio negro e não hesites
Teu coração irá desabar junto ao mito
Com o que restar forjará tua muralha
E em outras trincheiras teu corpo
Em paz e nostalgia novamente repousará
Seja o que for, olhe nos olhos do desespero
Tua dor agora enfrenta outro homem
Que nunca pensara ser capaz de o ser
Tem contigo no peito a cicatriz viva
Que rasga as entranhas e dilacera o corpo
Escute a música, escute só mais uma vez
E lembra a tua lástima, ela sempre lá...
Por outros caminhos enovelados pelo tempo
Um caminhar de um homem e seu fardo
Que de joelhos nunca mais se colocará
Escute a música... enamore-se com sua dor...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Carlos Gardel - El dia que me quieras - Tango


Acaricia mi ensueño
el suave murmullo
de tu suspirar.
Como ríe la vida
si tus ojos negros
me quieren mirar.
Y si es mío el amparo
de tu risa leve
que es como un cantar,
ella aquieta mi herida,
todo, todo se olvida.

El día que me quieras
la rosa que engalana,
se vestirá de fiesta
con su mejor color.
Y al viento las campanas
dirán que ya eres mía,
y locas las fontanas
se contarán su amor.

La noche que me quieras
desde el azul del cielo,
las estrellas celosas
nos mirarán pasar.
Y un rayo misterioso
hará nido en tu pelo,
luciernagas curiosas que verán
que eres mi consuelo.

El día que me quieras
no habrá más que armonía.
Será clara la aurora
y alegre el manantial.
Traerá quieta la brisa
rumor de melodía.
Y nos darán las fuentes
su canto de cristal.

El día que me quieras
endulzará sus cuerdas
el pájaro cantor.
Florecerá la vida
no existirá el dolor.

La noche que me quieras

Andre Rieu - Il Silenzio (Maastricht 2008) DIGITAL TV

domingo, 31 de julho de 2011

Corpos da alma


Os olhos são o corpo da alma. Não consigo vê-los como meras janelas. Pois ali é que a alma toma forma e é possível ver um algo próprio da constituição de uma pessoa. É notável o peso que tem um olhar, ele denota tanta coisa. Parece que já sabemos a maturidade que embebe um olhar, ou a leviandade que afligem outros – sem mesmo ter entrado em contato com o ser que os carregam!
Obviamente, isto se torna mais claro aos atentos e, porque não, aos de maior sensibilidade. Mas, mesmo aos desprovidos de muitas vivências, o contato dos olhos já é carregado de sentidos. Pois veja um fato que ocorrera recentemente. Uma criança e seu pai passeavam por uma galeria.  Lá havia um palhaço de óculos escuros fazendo estardalhaços para chamar a atenção para a loja que o contratara. O palhaço se direcionara ao pai e recebera um comprimento juntamente a um largo sorriso. No entanto, ao direcionar-se à criança, havia ali uma resistência. A criança logo se afastou com medo. Receio que fora quebrado instintivamente pelo palhaço ao retirar os seus óculos. A resposta da criança fora instantânea. Cumprimentara o palhaço com o mesmo sorriso que acompanhava o pai.
Vejam aí as proporções que podem levar os olhos. Os estudiosos da linguagem do corpo já dominam há tempos as mensagens subliminares dos olhos. Técnicos em interrogatórios estudam com afinco as maneira de mentir escondidas em olhares. Mas não falo desta mensagem que os olhos podem transpor. Falo do além. Chamemos de “impressão geral”.
Falo daquela impressão primeira que temos ao ver alguém. Parece que mesmo em contextos impróprios, por exemplo, onde vejamos uma pessoa cometendo erros na vida, ainda mantenhamos aquela sensação de que aquilo não seja da natureza própria daquela pessoa, pois justamente os olhos nos dizem coisas a mais. Pois aí que pacientemente esperamos, damos o tempo para que as qualidades vistas nos corpos daqueles olhos se façam presentes.
Nunca esqueço a avaliação de um professor com seus alunos. Ele dizia que para ser um bom aluno era preciso haver um “brilho nos olhos”. Obviamente ele caiu em descrédito por todos os seus alunos, inclusive por mim que acreditava que simplesmente o "estudar" era o diferencial em questão. Mas hoje penso diferente. Ele está completamente certo. O que, senão a forma dos olhos a desejar algo, a desejar o conhecimento, a mostrar a gana por aprender, poderia se fazer mais elucidativa sobre seus alunos? Pois os olhos são sim belos parâmetros de avaliação.
Sabemos o quanto alguém guarda de mágoas, sabemos o quanto aquela pessoa cresceu com suas intempéries, sabemos quem ainda sofre, sabemos quem sonha, sabemos quem definha. Os olhos tomam formas, nos dão respostas, são nossos espelhos porque não... quem aqui nunca projetou suas angústias em olhos alheios?
Os olhos são nossos corpos, são os corpos da alma que assumem suas formas, suas cores, seus amores! É desta mística forma do corpo que a alma o fez o seu próprio. Sejamos conhecedores dos demais vitrais a transparecer suas auras refletidas, nossos corpos desnudos, belos como o são em sua essência. Sejamos  estudiosos mais atentos da anatomia dos olhos. Há um universo único a ser descoberto em cada olhar.


Fernando Wolf 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Aloe Blacc - You Make Me Smile

Kids!!!


Hoje, caminhando pelo parque num dia ensolarado, após vários dias de chuva, via-se um mundaréu de pessoas felizes contemplando os primeiros raios de sol. Sentado num banco, vejo dois meninos com suas respectivas “janelas” na boca. Levavam seus carrinhos coloridos e caminhões por sobre os brinquedos. Até que, quando viram o término da "pista" daquela gangorra, avistaram com dúvida: "como iriam conduzir seus carrinhos até o próximo escorregador?" - tendo em vista que o chão era o "mar" de sua brincadeira. Um logo lembrou o outro com euforia:
- Não lembra que podemos também voar!
Saíram os dois a correr sem pestanejar com um sorriso bonito e falhado no rosto.
Pensei:
- É bem verdade... vocês realmente podem voar!!
Não podemos?

Fernando Wolf

domingo, 24 de julho de 2011

Família


A fechadura é a porta de entrada da minha casa. Lá eu coloco minha chave, minha segurança, meu amor, minha esperança, não importa o mais nem o menos que eu esteja. Sempre vai haver uma fechadura na porta. No girar da chave, a chegada de alguém anuncia com barulho cada um – e para os mais atentos, cada um tem o seu barulho próprio. Tem-se proclamada então a comunhão de seres, que fizeram do amor lei que rege os sentimentos. E não há legislação escrita. De nada vale senão as lembranças impressas na memória de cada um. Têm-se aí, infindáveis constituições, medidas provisórias e sansões.
Mesmo que por vezes a raiva se coloque nos quartos, na sala ou mesmo na cozinha, ali nunca, mas nunca mesmo, a indiferença senta-se a mesa. Impossível! O amor grita, urge, chora, pede perdão. Mas nunca se faz ausente. Pois ali, naquela fechadura, poucos têm a chave... Mas os que os têm, fazem-se presentes, mesmo quando por vezes já se foram sonhar em outros mundos.
Família tem quatro paredes, chão e teto. É ela habitável a todos. E eu tenho várias chaves. E abro a geladeira em todas! Obrigado meu Deus pelas paredes que tanto amo.

Fernando Wolf

quinta-feira, 21 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O fim do dia antevê a noite
O inicio da noite, a lua
O fim da noite, o quarto
O seu lembrar, o meu querer
O seu corpo, meus braços
O seu peito, contra o meu
O amor, só seu

Um mundo sem ações desinteressadas – Homero Santiago » cpfl cultura

Um mundo sem ações desinteressadas – Homero Santiago » cpfl cultura


Só é necessário dois cafés expressos e interesse, claro, antes de iniciar o vídeo. Do contrário... DO NOT ENTER!

domingo, 10 de julho de 2011


Num canto escuro de uma musica triste

Encontra-se o âmago insuflado da dor

Que não se faz hostil, num simples sentir

Só lembra o tolo que acreditava que só

Um dia encontraria o abdicar do coração



Lembras que na livre superfície descoberta

Da tez macia de uma pétala feminina

Há o paraíso recostado dos homens vis

A descobrir o cheiro desnudo da mulher

Nas caricias tenras de sua pelve a ir



A vir...



Pois o ardor de amantes emaranhados

A se despir em lampejos de ternura

Sábios iluminam recíprocas finitudes

E o amor floresce em rosas perfumadas

A esconder lírios brancos por sobre o peito



Não haveria outras formas de ressoar

A verdade singular da alma, o amor

De cantar por pretéritos perfeitos

Por estradas cruzadas a se espraiar

Senão pelos corações dos amantes



A amar...



Fernando Wolf

sexta-feira, 8 de julho de 2011

quinta-feira, 7 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Book of love - Shall we dance


Hakim não chores mais
Sei que estás velho e cansado
Que agora lamenta as agruras
Que já lhe fizeram do couro
Material duro e resistente

Kakim agora a vida é outra
Tem nas mãos a experiência
De anos e encontros a se perder
De cada qual a alma se fez
Em cada pulsar o seu forte

Hakim do que reclamas?
Se fostes desde tua infância
O desejo de curar a dor
A única significância clara
Que poderias dar a vida

Hakim não vês o que é teu?
Não são os bens remanescentes
Não são as horas de repouso
Não são suas vestes nobres
São as almas que curastes

Hakim, Hakim... és agora despido
De ambições e desejos pueris
Mas sabe que sempre quando
Uma alma carente precisar
Sabe que em ti há de contar

Hakim agora vá encontrar
Em tua sabedoria o conforto
Que só um Hakim retêm
Depois de tantos encontros
No ïntimo de seus semelhantes

Hakim saibas que é abençoado
Tens um dom encontrado
Um chamado a se dizer divino
Que poucos o exerceram
Outros, menos ainda, o amaram

Hakim se da tua vida querias
A tua vocação como alegria
Não deixes o espírito desfalecer
Lembre-se que se fosses morrer
Hoje e sempre, Hakim o seria

Fernando Wolf