quarta-feira, 4 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Amor pequeno
Gente que vai, gente que pouco viu
Desfalecem na angina de nossas almas
Que choram por almas pequeninas
Levadas muito cedo, cedo de mais...
Tinham nas mãos o pulsar da vida
Eram futuros pintores geniais de suas histórias
Futuros interrompidos, risadas subtraídas
Amores não vividos... Vento leva frágil...
O sangue machuca, ferve em lágrimas
Dói mesmo em olhos muito machucados
O horror não nos amortizou ainda
Um mero consolo ao inconsolável
Eram tão amadas, tão vivas, tão belas!
Interromperam o amor sem aviso
E dos que ficaram no vendaval
Ainda ali o amor com os de mesma dor
Algo em mim diz que foi ato sem amor
Foi brisa fria sem sentimento
Um coração que não batia direito
Ainda não vejo raiva, só dor...
Indigerível senão fosse o tempo
Talvez um sempre, um eterno entalar na goela
As chagas ainda estão abertas...
O vento ora sopra ora queima a pele
Meu Deus... Eram tão pequeninas de vida...
Flutuam agora em brisas macias
E lembranças de amor sopram seus rostos
Vão com Deus pequeninos amados
Dedicado às vítimas da escola do Realengo
Fernando Wolf
quinta-feira, 7 de abril de 2011
A sensatez já pousaria por sobre as letras
E meu coração já não teria mais tinta
Não haveria borrões nem letras tremidas
As palavras seriam suaves e redondas
Quem dera escrever-te palavras de agosto
O sabor já seria mais doce e palatável
A madeira já estaria seca para queimar
A passarada migrante já estaria na Patagônia
E os jardins seriam de grama verde sem flores
O tempo seria cinza e ameno
Os campos esperariam nova safra de trigo
A terra guarneceria seus minerais
A água esperaria o molhar de outras plantas
E o amor presente se faria inerte...
Janeiro, minha cara, é ainda temporal
Tudo é tão quente que dói na pele
A água efervescente jorra nos vales
As lástimas perduram nas nascentes
E as laranjas caem podres de desilusão
Mas minha cara! Agosto ainda virá!
Repousaremos cada um sob seu campo
E beberemos vinhos de carvalho velho
Mirando as estrelas que por outras noites
Alumiaram as nossas mais belas lembranças
Por agora, só me resta esperar o mês de agosto...
Fernando Wolf
Todas as formas ainda ressurgem em meu peito
O amor que a seu despeito vem falar comigo
Chama o coração para vir te ver e faz crer
Que um dia você vai ligar dizendo, ainda te amo
Miro os prédios que ao sol se mostram insólitos
Se de saudades vou ao parque caminhar
Ainda espero sem pressa meu coração parar...
(que lógica tem?)
Sempre sozinho porque quero ser mais algum
Um ser desalmado que já não mais acuado
Se faz triste pelas ruas a sonhar
O dia em que poderá novamente, tua boca beijar
Fernando Wolf - ai ventrículo!
Fernando Wolf - ai ventrículo!
sábado, 2 de abril de 2011
Era um sonho
Estávamos em uma roda entre grandes amigos e colegas de faculdade. Grandes camaradas que me marcaram com certeza, destes que vem para possuir as mais vivazes lembranças de nossas mentes. Estavam todos em uma sala num ambiente muito animado, uma sala simples e pequena. Era uma reunião de reencontro ou despedida não sei bem, mas sentia os dois. Ansiava pelas surpresas que meu mestre guardara. Não era só meu mestre, era de todos. O estimávamos como um grande amigo. Ele iniciou fazendo pequenas homenagens a fatos ocorridos durante a nossa convivência. Mostrava fotos de meu amigo e suas extravagâncias e todos riam. Assim, meu mestre se fazia muito amoroso sempre fazendo questão que cada pessoa ali soubesse o quanto significava na sua vida e o quanto ele tinha amor por cada um.
Mas algo não me parecia certo ali. Meu nome não vinha, e tinha a angústia de querer ganhar aquele amor, ao mesmo tempo sentindo que não havia plantado tanto amor quanto as outras pessoas. Estava irritado. Até que chegou a minha vez de falar. Nisso me interrompe um ser. Era uma mulher numa cama, era quem eu amava. Não tinha face conhecida, mas sentia que a amava. Ela estava pálida, caquética algo como um paciente terminal. Ela estava ao lado de outros que tinham amor por ela e eles como eu, sabiam que ela iria morrer em breve. Eu, mesmo assim, diante de todos, consumido pelo ódio de não ter recebido aquele amor desejado, a xinguei. Era como uma vingança por todas as mágoas que ficaram entre nós. Falava mal daquele ser frágil e pálido consumido pela sua doença. Ela não chorou, ela somente se absteve. Os que estavam em volta a confortaram.
Foi então que meu mestre deu um presente de algum significado e a abraçou, falou quanto ela era especial e significava a todos. Houve uma mudança nos meus sentimentos. Eu vi a mim mesmo e não gostei. Eu vi quão tolo é o que guarda mágoas e se priva de amar. Nisto, despreocupo-me se ganharia uma homenagem ou não, solicito permissão dos que estavam envolta dela e me aproximo. Ela me olhou com ternura e se levantou com dificuldade. Eu peguei em sua mão, nos abraçamos e nos despedimos em lágrimas.
Acordei... Meu peito abrigava algo ainda estranho. Pensei o quanto aquilo estava carregado de significado. Duas grandes lições logo me vieram...
O maior presente que podemos ter é a capacidade de amar aos outros e poder demonstrar isso. Só chegamos a este ponto amando a nós mesmos. Do contrário muito pouco temos a dar e acabamos por permanecer num estado egoísta. Era meu mestre me ensinando, me dando um grande presente. Se buscava um sentido em minha vida, um propósito, este me pareceu o mais autêntico... A paz se restabeleceu em meu peito.
A segunda lição foi de que amores nascem e morrem em nós. Alguns podemos carregar juntos sempre até a nossa partida deste mundo. Senti que nossos amores podem vir junto a mágoas sejam elas coerentes ou não. Infelizes seremos se deixarmos o ódio dominar as nossas mais doces lembranças. Triste daquele que não consegue ver a efemeridade da vida e perdoar a si e a quem amou pelas mágoas deixadas. O amor e somente o amor pode trazer um significado digno a nossa passagem e aos mais diferentes tipos de vida que escolhermos neste mundo. Se não fizermos do amor nosso presente, quando olharmos para trás nos restará muito pouco. Dê amor e ganhe vida.
Hoje eu tive um sonho que mudou a minha vida de alguma forma.
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segunda-feira, 21 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Verde aquarela
Mosaicos fluidos de aquarela
Permeiam as curvas dos seus seios
As flores de um jardim sereno
Lambem o colorido das suas janelas
Vidros verdes adocicados por mel
Já em outras vidas trouxeram-me o céu
Musa alada apresenta-me o néctar
Tem o cheiro de lavanda do campo
De noites mal dormidas,
De aventuras de corações dançantes
Sob a majestade prata, a luz do luar
Tira meu sono, faz do amor meu mar
Brincadeiras negociam meu calor
Os desvaraidos invejam seu caminhar
Que em transe, joga besteiras no infinito
Arranca meu sossego, procura minhas insônias
Dançamos como dois aprendizes do amor
À melodia que rege, sem pressa, seu esplendor
Sempre amada não conheces o distante
Ao perto conheces a flor que desabrocha
E o cheiro das pétalas perfumadas da boca
À luz da companhia da pele sua
Ao longe descobres o cravo em seu covil
Que de amor por ti, triste sob a terra, se viu
Alegrias meus olhos choram por rever
A terras que me façam íntimo de teu ventre
Verte novamente do peito minha magia
Ao fim da noite, com a rosa mais uma vez
Desfaleçe em ternura sua cabeça em meu peito
Se um dia morrer, quero que seja deste jeito...
Fernando Wolf
Permeiam as curvas dos seus seios
As flores de um jardim sereno
Lambem o colorido das suas janelas
Vidros verdes adocicados por mel
Já em outras vidas trouxeram-me o céu
Musa alada apresenta-me o néctar
Tem o cheiro de lavanda do campo
De noites mal dormidas,
De aventuras de corações dançantes
Sob a majestade prata, a luz do luar
Tira meu sono, faz do amor meu mar
Brincadeiras negociam meu calor
Os desvaraidos invejam seu caminhar
Que em transe, joga besteiras no infinito
Arranca meu sossego, procura minhas insônias
Dançamos como dois aprendizes do amor
À melodia que rege, sem pressa, seu esplendor
Sempre amada não conheces o distante
Ao perto conheces a flor que desabrocha
E o cheiro das pétalas perfumadas da boca
À luz da companhia da pele sua
Ao longe descobres o cravo em seu covil
Que de amor por ti, triste sob a terra, se viu
Alegrias meus olhos choram por rever
A terras que me façam íntimo de teu ventre
Verte novamente do peito minha magia
Ao fim da noite, com a rosa mais uma vez
Desfaleçe em ternura sua cabeça em meu peito
Se um dia morrer, quero que seja deste jeito...
Fernando Wolf
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Visão de um solteiro sobre a vida de casado: primeiro ato
Num primeiro momento, sempre via que o ato de casar representava uma desistência frente ao cansaço à vida de solteiro. Achava portanto, homens casados, desertores de seu pelotão na batalha de uma vida a ser desbravada.
No entanto, algo em mim já desmerecia esse pensamento estereotipado. Uma frase de um professor de faculdade me veio à mente: Frente ao desconhecido, o ser humano tende a desqualificá-lo. É o que fazemos naturalmente, enquanto mentes desprevenidas. Olhamos a um com vestes mais extravagantes, já o enquadramos nos estereótipos mais vis por não olharmos um pouco além – o José amigo da Clara, que gosta de jogar futebol nos finais de semana e é gentil mesmo quando lhe ofendem. Afinal os padrões comportamentais mais fáceis nem sempre são os mais inteligentes. Vejam que submetendo a todos a estereótipos padrões, perdemos oportunidades de conhecer pessoas extremamente interessantes com vivências diferentes da nossa, limitamos o nosso aprendizado e crescimento.
Assim era eu com os casados. Mas tanto estando em relacionamentos ou estando fora deles, me angustiava ao vê-los ao lado de suas esposas “submetendo-se” a perder o “melhor” da festa. Por sorte aprendi que os outros podem ser belos espelhos de nossas almas. Havia algo de projetado de mim nos outros que me fazia sentir aquela angústia. Mas o que havia de ser?
Não achando respostas num primeiro momento, comecei a freqüentar festas e mais festa, acompanhadas de bebidas e euforias, sempre atrás de relacionamentos efêmeros que acalentassem a solidão que hora ou outra batia a minha porta – sempre acompanhado de companheiros de igual situação. Não entendia de onde vinha em mim a necessidade de uma eterna repetição de fatos e padrões comportamentais fúteis de caráter autodestrutivo. Era visível, quase que como uma droga, não me conseguia ver livre de atos que justamente me mantinham na superfície de meu eu. Obviamente havia um abismo a ser explorado.
Certa monta, estava eu em um jantar onde o público era diferente do que eu estava habituado, pois se tratava de homens feitos e não de jovens. Sentei-me então ao lado de um homem de seus quarenta e poucos anos e troquei assuntos levianos como de costume. O papo começou a aprofundar-se após a quarta taça de um Malbec argentino. Discorria sobre as minhas aventuras nos últimos tempos, de minha insatisfação com meus relacionamentos cada vez mais superficiais. Falava com orgulho de minhas investidas em terapias para autodesenvolvimento, para me preparar justamente às agruras da vida que me aguardavam. O homem me ouvia com atenção, como com olhos de um velho sábio. Via neste amigo uma empatia e ao mesmo tempo uma compreensão que transcendia a tudo. Após eu cessar a conversa vieram as palavras que me fizeram ver a vida diferente...
Agora aquele senhor, segurando uma taça entre os dedos, já demonstrava com os olhos úmidos sua emoção. Era nítido que via em meus erros os seus de um passado mais longínquo. Ele então pronunciou meu nome e passou a discorrer sobre sua vida. Falou de seus negócios, de suas falências, de seus relacionamentos amorosos e suas decepções, de suas mudanças de rumos, os questionamentos a sua fé até chegar ao que vive hoje, ao lado de seus filhos e sua segunda esposa com sua empresa que navega sob bons ventos.
Pois foi com só através de seus erros, dizia ele, que hoje ele pode ajudar pessoas que vivem uma seqüência de erros em suas vidas – na sua empresa, na sua família – não mais reprimindo como já o foi outras vezes, mas mostrando a grandiosidade que os erros nos proporcionam no aprendizado e o poder de transformação que pode ter se bem conduzido o recomeço dos atos.
Por isso, complementava, só há um jeito de viver a vida de forma plena: gastando-a. Se pensas em ter filhos, tenha três! Se pensas em casar, case de uma vez e se não der certo “recase” quantas vezes for. Invista! Vá a falência se for, mas arrisque a vida, não importa os caminhos que ela levar, só há um modo de saber, gastando-a!
Meus ouvidos ficaram surdos e nas horas seguintes da festa, aquele conselho ainda ecoava na minha mente. Nunca me esquecerei daquela noite. A partir dali passei a admirar pessoas que conseguem gastar com sabedoria suas vidas. Passei a admirar os que casavam, a admirar os que separavam e continuavam suas vidas, os que tinham filhos, os grandes corações que adotavam filhos, os que viajavam, os que beijavam apaixonadamente, os que trabalhavam, os que procuravam empregos, os que mudavam de carreiras... Enfim achei mais um motivo para gostar da vida e os medos já não me paralisavam mais.
Visão de um solteiro sobre a vida de casado: segundo ato
A partir do momento que não se exclui mais o casamento, ele passa a ser questionado se e quando irá convir na sua vida. A questão é, porque as pessoas se casam?
Primeiro o amor (!) é claro. Seria a argamassa que junta todos os tijolos e dão estabilidade às paredes e pilares evitando que a casa desmorone de vez. Sim, o amor se faz presente em namoros, existe ainda o amor platônico e outros amores das mais diferentes formas. Vemos então exemplos dos que se amam e não são casados, ou ainda não se casaram – veja aqui o casamento como uma união com hábitos de um casamento não necessariamente passado no papel. Pois assim, com tantos exemplos, vemos que o amor não é sinônimo de casamento e, pelo que vejo por vezes, vice-versa.
Outros acreditam que o casamento é uma questão de conveniências. Se me é conveniente, me caso. Por exemplo, se estou em um namoro há algum tempo e ganho um aumento que torna o casamento financeiramente viável, me caso. Ou estou com 35 anos e meu Deus, preciso me casar! Pois acrescento... A duração do matrimonio é diretamente proporcional a força das conveniências que se estabelecem com o casamento já em vigência. Entram em jogo filhos, imóveis, profissão e salário de ambos, dentre outros. Se você tem dez conveniências estabelecidas e dentre estas, duas não lhe agradam, pois pense bem se quer perder as outras oito boas, o contrário é verdadeiro. A proporção e intensidade das conveniências variam é claro, com diferentes valores e significações que os casais dão a elas. No entanto vejo como muito mais complexo um relacionamento que justificado por simples conveniências.
Temos então o amor e as conveniências estabelecidas, mas o desejo de casar me parece mais profundo. Pois em parte suponho que seria daquela necessidade que carregamos desde a infância de “pertencer”. Pertencer a algo, ter um papel, um lugar. A partir deste sentimento o individuo começa a projetar em relacionamentos outros a sua vontade de pertencer àquele sistema. O sistema que não é garantia de felicidade, no entanto é “habitável” como citado pelo livro de Roland Barthes em “Fragmentos de um Discurso Amoroso”. Ele projeta então as estruturas de um relacionamento: a sogra que cozinha pratos especiais ao genro, o sogro que traz cerveja gelada para assistir ao campeonato, o cunhado ciumento que atazana a vida do casal, o cachorro, o vizinho, o ciúmes e assim por diante. Sabe-se que terá seus desconfortos, mas ali encontrará estruturas montadas de relacionamentos e vínculos que seriam como um teto para um sem-teto (o solteiro).
Frente a todas essas suposições, pode-se afirmar que só há uma forma para definir fidedignamente o que significa um casamento: casando! Pois, aí que vos afirmo que até agora foi de tudo um devaneio de um solteiro. Daqui a uns anos as escritas estarão sujeitas a serem mais verossímeis.
Fernando Wolf
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Deste papel saem palavras de orvalho
Acariciam as flores de um Ipê
Que encantam os olhos e amortizam a retina
Logo abaixo vem a terra e o capim
Molhados pelo néctar da água e do ar
Junto, a sensação ao toque da madeira
Posso sentir o cheiro nas mãos
Os sentidos já me marcaram a alma
Em silenciosos jardins que visitei outrora
Vislumbro a aurora boreal de Ipês
Deito sobre o remanso de um passado longínquo
E descanso sob lembranças com cheiro de mato
Fernando Wolf
Acariciam as flores de um Ipê
Que encantam os olhos e amortizam a retina
Logo abaixo vem a terra e o capim
Molhados pelo néctar da água e do ar
Junto, a sensação ao toque da madeira
Posso sentir o cheiro nas mãos
Os sentidos já me marcaram a alma
Em silenciosos jardins que visitei outrora
Vislumbro a aurora boreal de Ipês
Deito sobre o remanso de um passado longínquo
E descanso sob lembranças com cheiro de mato
Fernando Wolf
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Dedicatória ao eu
Se escrevo, nao cabe rascunhar a outros
Pois penso no erro
E os erros estão com os outros
A mim, se só a mim escrevo
O certo está no erro e o erro é certo
Fernando Wolf
Pois penso no erro
E os erros estão com os outros
A mim, se só a mim escrevo
O certo está no erro e o erro é certo
Fernando Wolf
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Um coração
Tão simples os sentimentos
Tão complicado senti-los
Ora o amor que bate a porta
Ora a cumplicidade a um desafeto
Como pode o tempo ser o único senhor de um coração?
Capaz de simplificar sentimentos inexplicáveis ao agora, somente ele...
Os neurônios inutilmente tentam, tentam e finalmente se cansam
Percebem sua inútil força ao reger um coração arredio
Vem o amor, vêm os tropeços de uma alma distraída
Vem a dor, vem o desalento de uma alma contida
Vem o tempo, vem o anseio de um coração por nova vida.
Fernando Wolf
Tão complicado senti-los
Ora o amor que bate a porta
Ora a cumplicidade a um desafeto
Como pode o tempo ser o único senhor de um coração?
Capaz de simplificar sentimentos inexplicáveis ao agora, somente ele...
Os neurônios inutilmente tentam, tentam e finalmente se cansam
Percebem sua inútil força ao reger um coração arredio
Vem o amor, vêm os tropeços de uma alma distraída
Vem a dor, vem o desalento de uma alma contida
Vem o tempo, vem o anseio de um coração por nova vida.
Fernando Wolf
sábado, 25 de dezembro de 2010
Mar que envolve a pele com ternura
Oceano infinito que dorme nas areias de nossos mundos
Nas noites quentes de verão seu perfume vem de encontro ao rosto
Faz-nos caricias que lembram com prazer o que já se foi
O nascer e morrer do seu irmão iluminado o faz ainda mais belo
Hipnotiza até o mais precavido
Só por estar ali, já governas os poemas mais apaixonados
Mar sombrio de águas desconhecidas
Seu horizonte reto guarda seus mistérios
Suas águas são plúmbeas e gélidas, qual o medo em meu peito
Guarda histórias de mágoas e naufrágios já esquecidos pelo tempo
Ora outra engole sem pudor a vida tão frágil
Imprevisível, da placidez a tormenta, muda seu humor
Mostra seu poder sem razão, daí a sua imensidão.
Vejo o mar ao longe, ele me convida a um passeio
Amigável quais outras épocas em que me jogava sem medo nos seus devaneios
Mas tantas vezes já me mostrou sua força
Imprevisível tal qual a vida
O mar que oferta é irmão próximo dum oceano que leva
Perene dubiedade, hora pai impetuoso hora mãe afável
Neste eterno ir e vir
Oceano de imensidão sem fim
Mostra-se também finito ao esbravejo de suas ondas
Ao te mirar, vejo a vida como é
E ao banhar-me em suas águas me sinto vivo
Vou ao mar, vou à vida, sinto sua fúria
Mar, ó mar, me leve a portos que eu desejar
Mas se me desejares outros destinos, que sopre minhas velas sem exitar
Ao menos estarei em algum lugar, não só a te admirar
Ao menos saberei que fui ao mar.
Fernando Wolf
Oceano infinito que dorme nas areias de nossos mundos
Nas noites quentes de verão seu perfume vem de encontro ao rosto
Faz-nos caricias que lembram com prazer o que já se foi
O nascer e morrer do seu irmão iluminado o faz ainda mais belo
Hipnotiza até o mais precavido
Só por estar ali, já governas os poemas mais apaixonados
Mar sombrio de águas desconhecidas
Seu horizonte reto guarda seus mistérios
Suas águas são plúmbeas e gélidas, qual o medo em meu peito
Guarda histórias de mágoas e naufrágios já esquecidos pelo tempo
Ora outra engole sem pudor a vida tão frágil
Imprevisível, da placidez a tormenta, muda seu humor
Mostra seu poder sem razão, daí a sua imensidão.
Vejo o mar ao longe, ele me convida a um passeio
Amigável quais outras épocas em que me jogava sem medo nos seus devaneios
Mas tantas vezes já me mostrou sua força
Imprevisível tal qual a vida
O mar que oferta é irmão próximo dum oceano que leva
Perene dubiedade, hora pai impetuoso hora mãe afável
Neste eterno ir e vir
Oceano de imensidão sem fim
Mostra-se também finito ao esbravejo de suas ondas
Ao te mirar, vejo a vida como é
E ao banhar-me em suas águas me sinto vivo
Vou ao mar, vou à vida, sinto sua fúria
Mar, ó mar, me leve a portos que eu desejar
Mas se me desejares outros destinos, que sopre minhas velas sem exitar
Ao menos estarei em algum lugar, não só a te admirar
Ao menos saberei que fui ao mar.
Fernando Wolf
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Por que tão dura és, sua tez
Quando tão bela és, sua alma
O amor tão inocente aguarda seus sorrisos indecentes
Lembro dos seus olhos recitando poemas de doçuras
Quão nostálgica é alegria da infância
Eram as maçãs de seus olhos minhas,
Minhas brincadeiras, suas doces gargalhadas
O mundo mostrou já que pode parecer repleto de ascos
O dia pode nascer cinza por vezes
Mas minha cara, você é rara
De você pode nascer de novo,
Um amanhecer de risos e afagos por vezes esquecidos
Mas que se quiseres lembrar
Basta olhar o seu caminhar
Lá estamos, felizes, mirando o horizonte...
Fernando Wolf
A minha irmã Natália
Quando tão bela és, sua alma
O amor tão inocente aguarda seus sorrisos indecentes
Lembro dos seus olhos recitando poemas de doçuras
Quão nostálgica é alegria da infância
Eram as maçãs de seus olhos minhas,
Minhas brincadeiras, suas doces gargalhadas
O mundo mostrou já que pode parecer repleto de ascos
O dia pode nascer cinza por vezes
Mas minha cara, você é rara
De você pode nascer de novo,
Um amanhecer de risos e afagos por vezes esquecidos
Mas que se quiseres lembrar
Basta olhar o seu caminhar
Lá estamos, felizes, mirando o horizonte...
Fernando Wolf
A minha irmã Natália
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