quinta-feira, 7 de abril de 2011


Todas as formas ainda ressurgem em meu peito
O amor que a seu despeito vem falar comigo
Chama o coração para vir te ver e faz crer
Que um dia você vai ligar dizendo, ainda te amo

Miro os prédios que ao sol se mostram insólitos
Que sentido tem? Sem meu amor quase imploro
Se de saudades vou ao parque caminhar
Ainda espero sem pressa meu coração parar...


(que lógica tem?)

Sempre sozinho porque quero ser mais algum
Um ser desalmado que já não mais acuado
Se faz triste pelas ruas a sonhar
O dia em que poderá novamente, tua boca beijar

Fernando Wolf  - ai ventrículo!

sábado, 2 de abril de 2011

Era um sonho

Estávamos em uma roda entre grandes amigos e colegas de faculdade. Grandes camaradas que me marcaram com certeza, destes que vem para possuir as mais vivazes lembranças de nossas mentes. Estavam todos em uma sala num ambiente muito animado, uma sala simples e pequena. Era uma reunião de reencontro ou despedida não sei bem, mas sentia os dois. Ansiava pelas surpresas que meu mestre guardara. Não era só meu mestre, era de todos. O estimávamos como um grande amigo. Ele iniciou fazendo pequenas homenagens a fatos ocorridos durante a nossa convivência. Mostrava fotos de meu amigo e suas extravagâncias e todos riam. Assim, meu mestre se fazia muito amoroso sempre fazendo questão que cada pessoa ali soubesse o quanto significava na sua vida e o quanto ele tinha amor por cada um.
Mas algo não me parecia certo ali. Meu nome não vinha, e tinha a angústia de querer ganhar aquele amor, ao mesmo tempo sentindo que não havia plantado tanto amor quanto as outras pessoas. Estava irritado. Até que chegou a minha vez de falar. Nisso me interrompe um ser. Era uma mulher numa cama, era quem eu amava. Não tinha face conhecida, mas sentia que a amava. Ela estava pálida, caquética algo como um paciente terminal. Ela estava ao lado de outros que tinham amor por ela e eles como eu, sabiam que ela iria morrer em breve. Eu, mesmo assim, diante de todos, consumido pelo ódio de não ter recebido aquele amor desejado, a xinguei. Era como uma vingança por todas as mágoas que ficaram entre nós. Falava mal daquele ser frágil e pálido consumido pela sua doença. Ela não chorou, ela somente se absteve. Os que estavam em volta a confortaram.
Foi então que meu mestre deu um presente de algum significado e a abraçou, falou quanto ela era especial e significava a todos. Houve uma mudança nos meus sentimentos. Eu vi a mim mesmo e não gostei. Eu vi quão tolo é o que guarda mágoas e se priva de amar. Nisto, despreocupo-me se ganharia uma homenagem ou não, solicito permissão dos que estavam envolta dela e me aproximo. Ela me olhou com ternura e se levantou com dificuldade. Eu peguei em sua mão, nos abraçamos e nos despedimos em lágrimas.
Acordei... Meu peito abrigava algo ainda estranho. Pensei o quanto aquilo estava carregado de significado. Duas grandes lições logo me vieram...
O maior presente que podemos ter é a capacidade de amar aos outros e poder demonstrar isso. Só chegamos a este ponto amando a nós mesmos. Do contrário muito pouco temos a dar e acabamos por permanecer num estado egoísta. Era meu mestre me ensinando, me dando um grande presente. Se buscava um sentido em minha vida, um propósito, este me pareceu o mais autêntico... A paz se restabeleceu em meu peito.
A segunda lição foi de que amores nascem e morrem em nós. Alguns podemos carregar juntos sempre até a nossa partida deste mundo. Senti que nossos amores podem vir junto a mágoas sejam elas coerentes ou não. Infelizes seremos se deixarmos o ódio dominar as nossas mais doces lembranças. Triste daquele que não consegue ver a efemeridade da vida e perdoar a si e a quem amou pelas mágoas deixadas. O amor e somente o amor pode trazer um significado digno a nossa passagem e aos mais diferentes tipos de vida que escolhermos neste mundo. Se não fizermos do amor nosso presente, quando olharmos para trás nos restará muito pouco. Dê amor e ganhe vida.
Hoje eu tive um sonho que mudou a minha vida de alguma forma. 

quarta-feira, 2 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Verde aquarela

Mosaicos fluidos de aquarela

Permeiam as curvas dos seus seios

As flores de um jardim sereno

Lambem o colorido das suas janelas

Vidros verdes adocicados por mel

Já em outras vidas trouxeram-me o céu





Musa alada apresenta-me o néctar

Tem o cheiro de lavanda do campo

De noites mal dormidas,

De aventuras de corações dançantes

Sob a majestade prata, a luz do luar

Tira meu sono, faz do amor meu mar





Brincadeiras negociam meu calor

Os desvaraidos invejam seu caminhar

Que em transe, joga besteiras no infinito

Arranca meu sossego, procura minhas insônias

Dançamos como dois aprendizes do amor

À melodia que rege, sem pressa, seu esplendor





Sempre amada não conheces o distante

Ao perto conheces a flor que desabrocha

E o cheiro das pétalas perfumadas da boca

À luz da companhia da pele sua

Ao longe descobres o cravo em seu covil

Que de amor por ti, triste sob a terra, se viu





Alegrias meus olhos choram por rever

A terras que me façam íntimo de teu ventre

Verte novamente do peito minha magia

Ao fim da noite, com a rosa mais uma vez

Desfaleçe em ternura sua cabeça em meu peito

Se um dia morrer, quero que seja deste jeito...



Fernando Wolf

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Visão de um solteiro sobre a vida de casado: primeiro ato

Num primeiro momento, sempre via que o ato de casar representava uma desistência frente ao cansaço à vida de solteiro. Achava portanto, homens casados, desertores de seu pelotão na batalha de uma vida a ser desbravada.

No entanto, algo em mim já desmerecia esse pensamento estereotipado. Uma frase de um professor de faculdade me veio à mente: Frente ao desconhecido, o ser humano tende a desqualificá-lo. É o que fazemos naturalmente, enquanto mentes desprevenidas. Olhamos a um com vestes mais extravagantes, já o enquadramos nos estereótipos mais vis por não olharmos um pouco além – o José amigo da Clara, que gosta de jogar futebol nos finais de semana e é gentil mesmo quando lhe ofendem. Afinal os padrões comportamentais mais fáceis nem sempre são os mais inteligentes. Vejam que submetendo a todos a estereótipos padrões, perdemos oportunidades de conhecer pessoas extremamente interessantes com vivências diferentes da nossa, limitamos o nosso aprendizado e crescimento.

Assim era eu com os casados. Mas tanto estando em relacionamentos ou estando fora deles, me angustiava ao vê-los ao lado de suas esposas “submetendo-se” a perder o “melhor” da festa. Por sorte aprendi que os outros podem ser belos espelhos de nossas almas. Havia algo de projetado de mim nos outros que me fazia sentir aquela angústia. Mas o que havia de ser?

Não achando respostas num primeiro momento, comecei a freqüentar festas e mais festa, acompanhadas de bebidas e euforias, sempre atrás de relacionamentos efêmeros que acalentassem a solidão que hora ou outra batia a minha porta – sempre acompanhado de companheiros de igual situação. Não entendia de onde vinha em mim a necessidade de uma eterna repetição de fatos e padrões comportamentais fúteis de caráter autodestrutivo. Era visível, quase que como uma droga, não me conseguia ver livre de atos que justamente me mantinham na superfície de meu eu. Obviamente havia um abismo a ser explorado.

Certa monta, estava eu em um jantar onde o público era diferente do que eu estava habituado, pois se tratava de homens feitos e não de jovens. Sentei-me então ao lado de um homem de seus quarenta e poucos anos e troquei assuntos levianos como de costume. O papo começou a aprofundar-se após a quarta taça de um Malbec argentino. Discorria sobre as minhas aventuras nos últimos tempos, de minha insatisfação com meus relacionamentos cada vez mais superficiais. Falava com orgulho de minhas investidas em terapias para autodesenvolvimento, para me preparar justamente às agruras da vida que me aguardavam. O homem me ouvia com atenção, como com olhos de um velho sábio. Via neste amigo uma empatia e ao mesmo tempo uma compreensão que transcendia a tudo. Após eu cessar a conversa vieram as palavras que me fizeram ver a vida diferente...

Agora aquele senhor, segurando uma taça entre os dedos, já demonstrava com os olhos úmidos sua emoção. Era nítido que via em meus erros os seus de um passado mais longínquo. Ele então pronunciou meu nome e passou a discorrer sobre sua vida. Falou de seus negócios, de suas falências, de seus relacionamentos amorosos e suas decepções, de suas mudanças de rumos, os questionamentos a sua fé até chegar ao que vive hoje, ao lado de seus filhos e sua segunda esposa com sua empresa que navega sob bons ventos.

Pois foi com só através de seus erros, dizia ele, que hoje ele pode ajudar pessoas que vivem uma seqüência de erros em suas vidas – na sua empresa, na sua família – não mais reprimindo como já o foi outras vezes, mas mostrando a grandiosidade que os erros nos proporcionam no aprendizado e o poder de transformação que pode ter se bem conduzido o recomeço dos atos.

Por isso, complementava, só há um jeito de viver a vida de forma plena: gastando-a. Se pensas em ter filhos, tenha três! Se pensas em casar, case de uma vez e se não der certo “recase” quantas vezes for. Invista! Vá a falência se for, mas arrisque a vida, não importa os caminhos que ela levar, só há um modo de saber, gastando-a!

Meus ouvidos ficaram surdos e nas horas seguintes da festa, aquele conselho ainda ecoava na minha mente. Nunca me esquecerei daquela noite. A partir dali passei a admirar pessoas que conseguem gastar com sabedoria suas vidas. Passei a admirar os que casavam, a admirar os que separavam e continuavam suas vidas, os que tinham filhos, os grandes corações que adotavam filhos, os que viajavam, os que beijavam apaixonadamente, os que trabalhavam, os que procuravam empregos, os que mudavam de carreiras... Enfim achei mais um motivo para gostar da vida e os medos já não me paralisavam mais.





Visão de um solteiro sobre a vida de casado: segundo ato



A partir do momento que não se exclui mais o casamento, ele passa a ser questionado se e quando irá convir na sua vida. A questão é, porque as pessoas se casam?

Primeiro o amor (!) é claro. Seria a argamassa que junta todos os tijolos e dão estabilidade às paredes e pilares evitando que a casa desmorone de vez. Sim, o amor se faz presente em namoros, existe ainda o amor platônico e outros amores das mais diferentes formas. Vemos então exemplos dos que se amam e não são casados, ou ainda não se casaram – veja aqui o casamento como uma união com hábitos de um casamento não necessariamente passado no papel. Pois assim, com tantos exemplos, vemos que o amor não é sinônimo de casamento e, pelo que vejo por vezes, vice-versa.

Outros acreditam que o casamento é uma questão de conveniências. Se me é conveniente, me caso. Por exemplo, se estou em um namoro há algum tempo e ganho um aumento que torna o casamento financeiramente viável, me caso. Ou estou com 35 anos e meu Deus, preciso me casar! Pois acrescento... A duração do matrimonio é diretamente proporcional a força das conveniências que se estabelecem com o casamento já em vigência. Entram em jogo filhos, imóveis, profissão e salário de ambos, dentre outros. Se você tem dez conveniências estabelecidas e dentre estas, duas não lhe agradam, pois pense bem se quer perder as outras oito boas, o contrário é verdadeiro. A proporção e intensidade das conveniências variam é claro, com diferentes valores e significações que os casais dão a elas. No entanto vejo como muito mais complexo um relacionamento que justificado por simples conveniências.

Temos então o amor e as conveniências estabelecidas, mas o desejo de casar me parece mais profundo. Pois em parte suponho que seria daquela necessidade que carregamos desde a infância de “pertencer”. Pertencer a algo, ter um papel, um lugar. A partir deste sentimento o individuo começa a projetar em relacionamentos outros a sua vontade de pertencer àquele sistema. O sistema que não é garantia de felicidade, no entanto é “habitável” como citado pelo livro de Roland Barthes em “Fragmentos de um Discurso Amoroso”. Ele projeta então as estruturas de um relacionamento: a sogra que cozinha pratos especiais ao genro, o sogro que traz cerveja gelada para assistir ao campeonato, o cunhado ciumento que atazana a vida do casal, o cachorro, o vizinho, o ciúmes e assim por diante. Sabe-se que terá seus desconfortos, mas ali encontrará estruturas montadas de relacionamentos e vínculos que seriam como um teto para um sem-teto (o solteiro).

Frente a todas essas suposições, pode-se afirmar que só há uma forma para definir fidedignamente o que significa um casamento: casando! Pois, aí que vos afirmo que até agora foi de tudo um devaneio de um solteiro. Daqui a uns anos as escritas estarão sujeitas a serem mais verossímeis.



Fernando Wolf

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Deste papel saem palavras de orvalho

Acariciam as flores de um Ipê

Que encantam os olhos e amortizam a retina



Logo abaixo vem a terra e o capim

Molhados pelo néctar da água e do ar

Junto, a sensação ao toque da madeira



Posso sentir o cheiro nas mãos

Os sentidos já me marcaram a alma

Em silenciosos jardins que visitei outrora



Vislumbro a aurora boreal de Ipês

Deito sobre o remanso de um passado longínquo

E descanso sob lembranças com cheiro de mato



Fernando Wolf

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dedicatória ao eu

Se escrevo, nao cabe rascunhar a outros
Pois penso no erro
E os erros estão com os outros
A mim, se só a mim escrevo
O certo está no erro e o erro é certo

Fernando Wolf

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

sábado, 1 de janeiro de 2011

Um coração

Tão simples os sentimentos

Tão complicado senti-los

Ora o amor que bate a porta

Ora a cumplicidade a um desafeto

Como pode o tempo ser o único senhor de um coração?

Capaz de simplificar sentimentos inexplicáveis ao agora, somente ele...

Os neurônios inutilmente tentam, tentam e finalmente se cansam

Percebem sua inútil força ao reger um coração arredio

Vem o amor, vêm os tropeços de uma alma distraída

Vem a dor, vem o desalento de uma alma contida

Vem o tempo, vem o anseio de um coração por nova vida.





Fernando Wolf

sábado, 25 de dezembro de 2010

Mar que envolve a pele com ternura

Oceano infinito que dorme nas areias de nossos mundos

Nas noites quentes de verão seu perfume vem de encontro ao rosto

Faz-nos caricias que lembram com prazer o que já se foi

O nascer e morrer do seu irmão iluminado o faz ainda mais belo

Hipnotiza até o mais precavido

Só por estar ali, já governas os poemas mais apaixonados





Mar sombrio de águas desconhecidas

Seu horizonte reto guarda seus mistérios

Suas águas são plúmbeas e gélidas, qual o medo em meu peito

Guarda histórias de mágoas e naufrágios já esquecidos pelo tempo

Ora outra engole sem pudor a vida tão frágil

Imprevisível, da placidez a tormenta, muda seu humor

Mostra seu poder sem razão, daí a sua imensidão.





Vejo o mar ao longe, ele me convida a um passeio

Amigável quais outras épocas em que me jogava sem medo nos seus devaneios

Mas tantas vezes já me mostrou sua força

Imprevisível tal qual a vida

O mar que oferta é irmão próximo dum oceano que leva

Perene dubiedade, hora pai impetuoso hora mãe afável

Neste eterno ir e vir





Oceano de imensidão sem fim

Mostra-se também finito ao esbravejo de suas ondas

Ao te mirar, vejo a vida como é

E ao banhar-me em suas águas me sinto vivo

Vou ao mar, vou à vida, sinto sua fúria





Mar, ó mar, me leve a portos que eu desejar

Mas se me desejares outros destinos, que sopre minhas velas sem exitar

Ao menos estarei em algum lugar, não só a te admirar

Ao menos saberei que fui ao mar.



Fernando Wolf

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Por que tão dura és, sua tez

Quando tão bela és, sua alma

O amor tão inocente aguarda seus sorrisos indecentes

Lembro dos seus olhos recitando poemas de doçuras

Quão nostálgica é alegria da infância

Eram as maçãs de seus olhos minhas,

Minhas brincadeiras, suas doces gargalhadas

O mundo mostrou já que pode parecer repleto de ascos

O dia pode nascer cinza por vezes

Mas minha cara, você é rara

De você pode nascer de novo,

Um amanhecer de risos e afagos por vezes esquecidos

Mas que se quiseres lembrar

Basta olhar o seu caminhar

Lá estamos, felizes, mirando o horizonte...



Fernando Wolf

A minha irmã Natália

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Em minhas jornadas eles sempre estavam lá para me guardar


Criei uma fantástica ilusão hipnótica de que tê-los ao meu lado é algo natural, perene.

Sinto a segurança da disponibilidade de sempre encontrar afago frente às feridas e cóleras de meu ser.

Um sempre, sempre em meu discurso. Que bom se fosse assim, sempre!

Ganho carinhos outros, mas estes diferentes não em qualidade ou quantidade, os afagos são simplesmente únicos em sua essência.

Se disserem que é o sangue, considero simplório por demais.

Como botar em palavras esta sintonia que transcende qualquer explicação psicanalítica.

Amar sim, mas amar seres por amar, da forma mais pura possível.

Será um instinto primitivo de sobrevivência? Pois se for, quão sábia é a natureza!

É ela mãe dos homens que encontra um meio de ecoar um mesmo amor por gerações

Se me amam hoje, me ensinam a amar o amanhã, e com um quê de sorte esse amor será novamente ensinado.

O ciclo se fecha e se abre ininterrupto da forma mais bela imaginável

Por estes, meus progenitores, mesmo quando ao longe, sempre em meu peito,

Sempre um eterno ressoar de um amor incondicional, minha maior herança.



Fernando Wolf

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

No limiar das águas, me despeço

A tensão da superfície é frágil

Bebo da lembrança de um beijo esquecido

Tenho em mim a tristeza de meu banzo

De uma terra de vivaz aquarela

De mares revoltos

Que ora brandos batiam em areias paradisíacas

Agora em fogo de insensatez de um incerto

Há o contento de um dia amar como amei

De sorrir frente à nova peça contida em outros emoldurados

Será um dia o azul tão vivaz quanto o turquesa que me mostraste?

Se trouxer a lembrança, igual nunca será!

Amarei diferente,

Da forma menos distante possível da que me ensinaste certa vez,

Pois é desta que aprendi a amar mais,

É desta maneira o meu novo amor, seu amor.



Fernando Wolf

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Minha vida por um crânio

Movo meu crânio e vejo-o tomando formas

Agito essas formas por ai

Vejo de dentro do crânio as reações frente ao meu crânio

Interessante movimento de carne e pele envolvente

Um dia atraente no outro descontente

Sigo sempre, levo meu crânio a passear

Vêm tempos modernos e meu crânio se expande

Tenho crânios fragmentados em todo um mundo

Tenho paixões que minha carne e ossos nunca tocaram

Tenho e não tenho

Desfruto o ar que bate na minha fronte e a endorfina que desfalece em meus neurônios

Quem pode estar, está ao longe tão perto

Fantástico mundo novo,

Virtual a mim e a meu crânio

Dilacera meu ser que há de ser mais um fragmento de um todo

Um todo global, um ser só, um milhão de crânios, um zilhão de tudo.

 
Fernando Wolf

domingo, 24 de outubro de 2010

Indiferente zelo
Depois de tanto ainda canto
Melodia sem cor
Minha face expressa meu dissabor
Tantos cantos proferidos
Sem saber quem me ouvia
Quero sim minha magia
Sem ela tudo é sem graça
Quero a cor de um amor de pirraça