terça-feira, 25 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
Um coração
Tão simples os sentimentos
Tão complicado senti-los
Ora o amor que bate a porta
Ora a cumplicidade a um desafeto
Como pode o tempo ser o único senhor de um coração?
Capaz de simplificar sentimentos inexplicáveis ao agora, somente ele...
Os neurônios inutilmente tentam, tentam e finalmente se cansam
Percebem sua inútil força ao reger um coração arredio
Vem o amor, vêm os tropeços de uma alma distraída
Vem a dor, vem o desalento de uma alma contida
Vem o tempo, vem o anseio de um coração por nova vida.
Fernando Wolf
Tão complicado senti-los
Ora o amor que bate a porta
Ora a cumplicidade a um desafeto
Como pode o tempo ser o único senhor de um coração?
Capaz de simplificar sentimentos inexplicáveis ao agora, somente ele...
Os neurônios inutilmente tentam, tentam e finalmente se cansam
Percebem sua inútil força ao reger um coração arredio
Vem o amor, vêm os tropeços de uma alma distraída
Vem a dor, vem o desalento de uma alma contida
Vem o tempo, vem o anseio de um coração por nova vida.
Fernando Wolf
sábado, 25 de dezembro de 2010
Mar que envolve a pele com ternura
Oceano infinito que dorme nas areias de nossos mundos
Nas noites quentes de verão seu perfume vem de encontro ao rosto
Faz-nos caricias que lembram com prazer o que já se foi
O nascer e morrer do seu irmão iluminado o faz ainda mais belo
Hipnotiza até o mais precavido
Só por estar ali, já governas os poemas mais apaixonados
Mar sombrio de águas desconhecidas
Seu horizonte reto guarda seus mistérios
Suas águas são plúmbeas e gélidas, qual o medo em meu peito
Guarda histórias de mágoas e naufrágios já esquecidos pelo tempo
Ora outra engole sem pudor a vida tão frágil
Imprevisível, da placidez a tormenta, muda seu humor
Mostra seu poder sem razão, daí a sua imensidão.
Vejo o mar ao longe, ele me convida a um passeio
Amigável quais outras épocas em que me jogava sem medo nos seus devaneios
Mas tantas vezes já me mostrou sua força
Imprevisível tal qual a vida
O mar que oferta é irmão próximo dum oceano que leva
Perene dubiedade, hora pai impetuoso hora mãe afável
Neste eterno ir e vir
Oceano de imensidão sem fim
Mostra-se também finito ao esbravejo de suas ondas
Ao te mirar, vejo a vida como é
E ao banhar-me em suas águas me sinto vivo
Vou ao mar, vou à vida, sinto sua fúria
Mar, ó mar, me leve a portos que eu desejar
Mas se me desejares outros destinos, que sopre minhas velas sem exitar
Ao menos estarei em algum lugar, não só a te admirar
Ao menos saberei que fui ao mar.
Fernando Wolf
Oceano infinito que dorme nas areias de nossos mundos
Nas noites quentes de verão seu perfume vem de encontro ao rosto
Faz-nos caricias que lembram com prazer o que já se foi
O nascer e morrer do seu irmão iluminado o faz ainda mais belo
Hipnotiza até o mais precavido
Só por estar ali, já governas os poemas mais apaixonados
Mar sombrio de águas desconhecidas
Seu horizonte reto guarda seus mistérios
Suas águas são plúmbeas e gélidas, qual o medo em meu peito
Guarda histórias de mágoas e naufrágios já esquecidos pelo tempo
Ora outra engole sem pudor a vida tão frágil
Imprevisível, da placidez a tormenta, muda seu humor
Mostra seu poder sem razão, daí a sua imensidão.
Vejo o mar ao longe, ele me convida a um passeio
Amigável quais outras épocas em que me jogava sem medo nos seus devaneios
Mas tantas vezes já me mostrou sua força
Imprevisível tal qual a vida
O mar que oferta é irmão próximo dum oceano que leva
Perene dubiedade, hora pai impetuoso hora mãe afável
Neste eterno ir e vir
Oceano de imensidão sem fim
Mostra-se também finito ao esbravejo de suas ondas
Ao te mirar, vejo a vida como é
E ao banhar-me em suas águas me sinto vivo
Vou ao mar, vou à vida, sinto sua fúria
Mar, ó mar, me leve a portos que eu desejar
Mas se me desejares outros destinos, que sopre minhas velas sem exitar
Ao menos estarei em algum lugar, não só a te admirar
Ao menos saberei que fui ao mar.
Fernando Wolf
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Por que tão dura és, sua tez
Quando tão bela és, sua alma
O amor tão inocente aguarda seus sorrisos indecentes
Lembro dos seus olhos recitando poemas de doçuras
Quão nostálgica é alegria da infância
Eram as maçãs de seus olhos minhas,
Minhas brincadeiras, suas doces gargalhadas
O mundo mostrou já que pode parecer repleto de ascos
O dia pode nascer cinza por vezes
Mas minha cara, você é rara
De você pode nascer de novo,
Um amanhecer de risos e afagos por vezes esquecidos
Mas que se quiseres lembrar
Basta olhar o seu caminhar
Lá estamos, felizes, mirando o horizonte...
Fernando Wolf
A minha irmã Natália
Quando tão bela és, sua alma
O amor tão inocente aguarda seus sorrisos indecentes
Lembro dos seus olhos recitando poemas de doçuras
Quão nostálgica é alegria da infância
Eram as maçãs de seus olhos minhas,
Minhas brincadeiras, suas doces gargalhadas
O mundo mostrou já que pode parecer repleto de ascos
O dia pode nascer cinza por vezes
Mas minha cara, você é rara
De você pode nascer de novo,
Um amanhecer de risos e afagos por vezes esquecidos
Mas que se quiseres lembrar
Basta olhar o seu caminhar
Lá estamos, felizes, mirando o horizonte...
Fernando Wolf
A minha irmã Natália
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Em minhas jornadas eles sempre estavam lá para me guardar
Criei uma fantástica ilusão hipnótica de que tê-los ao meu lado é algo natural, perene.
Sinto a segurança da disponibilidade de sempre encontrar afago frente às feridas e cóleras de meu ser.
Um sempre, sempre em meu discurso. Que bom se fosse assim, sempre!
Ganho carinhos outros, mas estes diferentes não em qualidade ou quantidade, os afagos são simplesmente únicos em sua essência.
Se disserem que é o sangue, considero simplório por demais.
Como botar em palavras esta sintonia que transcende qualquer explicação psicanalítica.
Amar sim, mas amar seres por amar, da forma mais pura possível.
Será um instinto primitivo de sobrevivência? Pois se for, quão sábia é a natureza!
É ela mãe dos homens que encontra um meio de ecoar um mesmo amor por gerações
Se me amam hoje, me ensinam a amar o amanhã, e com um quê de sorte esse amor será novamente ensinado.
O ciclo se fecha e se abre ininterrupto da forma mais bela imaginável
Por estes, meus progenitores, mesmo quando ao longe, sempre em meu peito,
Sempre um eterno ressoar de um amor incondicional, minha maior herança.
Fernando Wolf
Criei uma fantástica ilusão hipnótica de que tê-los ao meu lado é algo natural, perene.
Sinto a segurança da disponibilidade de sempre encontrar afago frente às feridas e cóleras de meu ser.
Um sempre, sempre em meu discurso. Que bom se fosse assim, sempre!
Ganho carinhos outros, mas estes diferentes não em qualidade ou quantidade, os afagos são simplesmente únicos em sua essência.
Se disserem que é o sangue, considero simplório por demais.
Como botar em palavras esta sintonia que transcende qualquer explicação psicanalítica.
Amar sim, mas amar seres por amar, da forma mais pura possível.
Será um instinto primitivo de sobrevivência? Pois se for, quão sábia é a natureza!
É ela mãe dos homens que encontra um meio de ecoar um mesmo amor por gerações
Se me amam hoje, me ensinam a amar o amanhã, e com um quê de sorte esse amor será novamente ensinado.
O ciclo se fecha e se abre ininterrupto da forma mais bela imaginável
Por estes, meus progenitores, mesmo quando ao longe, sempre em meu peito,
Sempre um eterno ressoar de um amor incondicional, minha maior herança.
Fernando Wolf
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
No limiar das águas, me despeço
A tensão da superfície é frágil
Bebo da lembrança de um beijo esquecido
Tenho em mim a tristeza de meu banzo
De uma terra de vivaz aquarela
De mares revoltos
Que ora brandos batiam em areias paradisíacas
Agora em fogo de insensatez de um incerto
Há o contento de um dia amar como amei
De sorrir frente à nova peça contida em outros emoldurados
Será um dia o azul tão vivaz quanto o turquesa que me mostraste?
Se trouxer a lembrança, igual nunca será!
Amarei diferente,
Da forma menos distante possível da que me ensinaste certa vez,
Pois é desta que aprendi a amar mais,
É desta maneira o meu novo amor, seu amor.
Fernando Wolf
A tensão da superfície é frágil
Bebo da lembrança de um beijo esquecido
Tenho em mim a tristeza de meu banzo
De uma terra de vivaz aquarela
De mares revoltos
Que ora brandos batiam em areias paradisíacas
Agora em fogo de insensatez de um incerto
Há o contento de um dia amar como amei
De sorrir frente à nova peça contida em outros emoldurados
Será um dia o azul tão vivaz quanto o turquesa que me mostraste?
Se trouxer a lembrança, igual nunca será!
Amarei diferente,
Da forma menos distante possível da que me ensinaste certa vez,
Pois é desta que aprendi a amar mais,
É desta maneira o meu novo amor, seu amor.
Fernando Wolf
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Minha vida por um crânio
Movo meu crânio e vejo-o tomando formas
Agito essas formas por ai
Vejo de dentro do crânio as reações frente ao meu crânio
Interessante movimento de carne e pele envolvente
Um dia atraente no outro descontente
Sigo sempre, levo meu crânio a passear
Vêm tempos modernos e meu crânio se expande
Tenho crânios fragmentados em todo um mundo
Tenho paixões que minha carne e ossos nunca tocaram
Tenho e não tenho
Desfruto o ar que bate na minha fronte e a endorfina que desfalece em meus neurônios
Quem pode estar, está ao longe tão perto
Fantástico mundo novo,
Virtual a mim e a meu crânio
Dilacera meu ser que há de ser mais um fragmento de um todo
Um todo global, um ser só, um milhão de crânios, um zilhão de tudo.
Fernando Wolf
Agito essas formas por ai
Vejo de dentro do crânio as reações frente ao meu crânio
Interessante movimento de carne e pele envolvente
Um dia atraente no outro descontente
Sigo sempre, levo meu crânio a passear
Vêm tempos modernos e meu crânio se expande
Tenho crânios fragmentados em todo um mundo
Tenho paixões que minha carne e ossos nunca tocaram
Tenho e não tenho
Desfruto o ar que bate na minha fronte e a endorfina que desfalece em meus neurônios
Quem pode estar, está ao longe tão perto
Fantástico mundo novo,
Virtual a mim e a meu crânio
Dilacera meu ser que há de ser mais um fragmento de um todo
Um todo global, um ser só, um milhão de crânios, um zilhão de tudo.
Fernando Wolf
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domingo, 24 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Meu bem
Ah... Este teatro que montaste para mim
Coleciono mais um cravo em meu jardim
Afago meu desejo de sonhar
Ingrato! Da minha beleza não tomaste parte
Saíste pela culatra em seu estandarte
Já não quero mais brincar
Eunuco! Eu te xingo seu maluco
E guarde meu Deus seu trabuco
Chega de me provocar
Te lambo com a ânsia de meu ventre
Mas acabo descontente
Na platéia mais uma vez a chorar
Seu palhaço! Agora não tens mais nada
De mim nem um pedaço
Vamos festejar!
Adeus! Deixo-te beijos meus
Só para te lembrar
Que comigo não podes mais ficar
Fernando Wolf
Coleciono mais um cravo em meu jardim
Afago meu desejo de sonhar
Ingrato! Da minha beleza não tomaste parte
Saíste pela culatra em seu estandarte
Já não quero mais brincar
Eunuco! Eu te xingo seu maluco
E guarde meu Deus seu trabuco
Chega de me provocar
Te lambo com a ânsia de meu ventre
Mas acabo descontente
Na platéia mais uma vez a chorar
Seu palhaço! Agora não tens mais nada
De mim nem um pedaço
Vamos festejar!
Adeus! Deixo-te beijos meus
Só para te lembrar
Que comigo não podes mais ficar
Fernando Wolf
sábado, 16 de outubro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Dotô operário
Entre um e outro
Minha alma se esvai
Mais um, mais dois, mais cem
Tempo para! Não para...
José, João, Josefina
Preto, branco, jovem, velho
Velho tempo que se passa
Já não sei quantos contei
Minha espinha já se curvou
Meu espírito também
Quando pensava: que mal tem?
Vinham mais Josés
Há de convir, penoso é para todos
Mais para os Josés das caras rachadas
Judiados esquecidos de uma nação
Nação de cegos seletos
Nação onde comandantes se blindam
Não vêem o que seus tanques atropelam
Ora bolas!
Somos cegos, só nos damos com outros amauróticos
Aos outros não precisamos nem queremos enxergar
Que sirvam de estradas
Fernando Wolf
Minha alma se esvai
Mais um, mais dois, mais cem
Tempo para! Não para...
José, João, Josefina
Preto, branco, jovem, velho
Velho tempo que se passa
Já não sei quantos contei
Minha espinha já se curvou
Meu espírito também
Quando pensava: que mal tem?
Vinham mais Josés
Há de convir, penoso é para todos
Mais para os Josés das caras rachadas
Judiados esquecidos de uma nação
Nação de cegos seletos
Nação onde comandantes se blindam
Não vêem o que seus tanques atropelam
Ora bolas!
Somos cegos, só nos damos com outros amauróticos
Aos outros não precisamos nem queremos enxergar
Que sirvam de estradas
Fernando Wolf
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Reinventado
Mãe, matei um garoto
Como na música
Foi na última noite
No último sonho
Minhas próprias armas, Tânato usou
Tudo o que persegui deixei para trás
Hoje velo o menino dos sonhos de teus olhos
Mãe, eu matei
Nada mais restou do garoto
Nada mais do que você sonhou
Aqui jazem somente as reais entranhas de meu eu
Desculpe, mas eu precisava jogar o menino aos lobos
Ele já não me servia mais
Neste mundo tão real
O amargor não permite ilusões
A precariedade dos seres sufoca garotos desprevenidos
Tive que fazê-lo
Quero a placidez de volta
A infância lá do longe
Sim, disponho agora da aridez da vida
E não adianta voltar
Resta seguir com o que sobrou
Mãe, agora estou só neste mundo
Tenho que remar adiante
Novos oceanos desbravar
E quem sabe um dia,
Por entre o perene tempo,
Possa desfrutar de uma infância reinventada
E repousar meu corpo cansado
Em tempestades que já não me façam mais chorar
Fernando Wolf
Como na música
Foi na última noite
No último sonho
Minhas próprias armas, Tânato usou
Tudo o que persegui deixei para trás
Hoje velo o menino dos sonhos de teus olhos
Mãe, eu matei
Nada mais restou do garoto
Nada mais do que você sonhou
Aqui jazem somente as reais entranhas de meu eu
Desculpe, mas eu precisava jogar o menino aos lobos
Ele já não me servia mais
Neste mundo tão real
O amargor não permite ilusões
A precariedade dos seres sufoca garotos desprevenidos
Tive que fazê-lo
Quero a placidez de volta
A infância lá do longe
Sim, disponho agora da aridez da vida
E não adianta voltar
Resta seguir com o que sobrou
Mãe, agora estou só neste mundo
Tenho que remar adiante
Novos oceanos desbravar
E quem sabe um dia,
Por entre o perene tempo,
Possa desfrutar de uma infância reinventada
E repousar meu corpo cansado
Em tempestades que já não me façam mais chorar
Fernando Wolf
terça-feira, 5 de outubro de 2010
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